Vitória do Funk

Em Julho uma proposta foi exposta ao público e deixou todo mundo boquiaberto. Um projeto de lei contra o Funk surgiu. Isso mesmo, contra o Funk e logo, contra a cultura e a música de nosso país.

A proposta surgiu após ser enviada uma petição em Janeiro por Marcelo Alonso, um webdesigner, com cerca de 21.900 assinaturas. A tal proposta diz que “É fato e de conhecimento dos brasileiros, difundido inclusive por diversos veículos de comunicação de mídia e internet com conteúdos podres (sic) alertando a população o poder público do crime contra a criança, o menor adolescente e a família. Crime de saúde pública desta ‘falsa cultura’ denominada funk”.

anitta
Anitta

Temos de lembrar que mais do que censura, este projeto mostra o preconceito e a perseguição ao gênero que faz sucesso no país todo e que representa parte de nossa cultura, além de gerar muitos empregos. Se aceita iria causar um enorme impacto para os trabalhadores que vivem do gênero, além da privação do direito à cultura e à livre expressão. No exterior o ritmo leva o nome do Brasil através de grandes artistas como Valesca Popozuda, Dream Team Do Passinho e Anitta.

A proposta foi preciada no Senado que a analisou sob o comando de Romário Faria (PSB-RJ). E felizmente essa história toda teve um fim. A proposta de criminalização do Funk foi rejeitada em Brasília pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal.

valescaaaa
Valesca Popozuda

Para o R7, a cantora Valesca Popozusa lembrou “o Brasil está muito bagunçado para estarem preocupados com a criminalização do funk”. Já Don juan, contou “Estava meio apreensivo sobre o assunto, mas tinha quase certeza de que isso não iria adiante. O funk é um ritmo musical como qualquer outro. Se pararmos para analisar, existem músicas bem mais agressivas, mas com outras palavras. O certo é que o funk muda vidas e transformou a minha”.

don juan
Don Juan

O relator contra a proposta foi o senador Romário (Podemos-RJ), ele mesmo, o ex-jogador de Futebol que lembrou que no passado outros gêneros como o Samba e o Jazz já passaram por tentativas de serem criminalizados. O senador levou em conta que há “provas inúmeras da inutilidade de se coibir a cultura popular” e que esta cultura “sempre encontra uma maneira de expressar-se”. A comissão que rejeitou o projeto elogiou e muito o relatório de Romário, que ajudou a chegar neste ótimo desfecho.

passinho
Dream Team do Passinho