Rashid no Sesc Guarulhos

Rashid, um dos maiores nones do Rap Nacional se apresenta no Sesc de Guarulhos. E você não pode perder essa oportunidade única!

Foto: Kleber Oliveira

Serão duas apresentações, nos dias 20 e no dia 21 de Novembro, às 18h e 20h respectivamente. No repertório, o cantor celebra seu novo álbum “Tão
Real”, com músicas como “Todo Dia” e “Sobrou Silêncio”. Também outros grandes hits da carreira e que os fãs adoram como “Bilhete 2.0”, “Sem Sorte”, “Não É Desenho” e “Música De Guerra”.

Ainda, Rashid e sua banda prometem surpresas nos arranjos das canções. Serão noites inesquecíveis e com o melhor do Rap Nacional. Vale muito a pena conferir!

O Show

Quando e Horários: 20 de Novembro às 18h e 21 de Novembro às 20h

Onde: Teatro do Sesc Guarulhos – Rua Guilherme Lino dos Santos, 1200, Jardim Flor do Campos – Guarulhos/SP

Valor: R$ 30

Vendas: Pelo Portal Sesc e nas Bilheterias do Sesc

Ilusão

Filipe Ter lança “Ilusão”, uma canção cheia de amor e poesia e que vai te conquistar.

A faixa ganhou um clipe muito bacana com a participação mais do que especial de Anna Estrela, esposa de Ret e dirigido por Cauã Csik. Na produção, os dois dividem momentos únicos a sós e também ao lado de amigos.

Foto: Patrick Gomes

O artista que se inspirou em seu casamento para a música, conta um pouco sobre a evolução de seu trabalho e nessa canção, após constituir uma família. “Minha experiência mais transformadora foi ter virado pai, sinto que meu coração evoluiu. O Rap está num momento, assim como todos nós, precisando de positividade. Essa faixa tem uma vibe pra cima, ela está pra frente, solar, com bastante musicalidade e swing brasileiro. Ela apresenta um grave moderno e também rola um lance clássico, meio rap dos anos 90/2000”.

E mais bacana, Filipe está confirmado no Lollapalooza 2020. Segundo ele “Era um sonho tocar no Lollapalooza. Vai ser fantástico. Estar no line-up de um festival é sempre um respeito e um carinho a mais pelo nosso trabalho. Eu enxergo no futuro o Rap conversando com todas as frentes musicais, nós temos esse poder. Cada vez mais vejo a nossa mistura com o mercado internacional, principalmente os Estados Unidos. A nossa música é muito rica e tenho certeza que o Brasil vai conquistar lá fora a notoriedade especial que merecemos”.

Ano que vem, Filipe Ret lança o seu novo álbum pela Som Livre, que trará encontros musicais e muita versatilidade.

Gangorra

O Haikaiss mais uma vez lança uma música sensacional. Conheça “Gangorra”, que conta um pouco da trajetória vitoriosa deles.

O local escolhido para a gravação do clipe, foi o bairro de Santana na Zona Norte de São Paulo, onde o trio foi criado. Dirigida por Matheus Rigola, a produção retrata a infância dos três através de fãs mirins. Também retrata os altos e baixos da vida. E ainda as participações de Pedro Qualy e do influenciador digital Leo Picon.

Na canção, o grupo se inspirou no trap “Plaqtudum”, sucesso nacional de Recayd Mob de 2018.

Sobre a construção do novo single, Spivc revela “Saímos um pouco do trap para fazer um disco que tem a mais a nossa cara, mais boombap. Quando a gente escutou beat já tivemos a ideia da letra e do clipe. Escrevemos a música no início do ano e queríamos mostrar essa evolução do Haikaiss até o momento de agora. Nossa expectativa é atingir todos os públicos, passando um rap verdadeiro”.

Um ponto forte do vídeo é quando Spinardi aparece caracterizado como o personagem Coringa. Segundo o artista, “A ideia surgiu porque eu sou muito fã do Coringa, é o melhor vilão de todos os vilões. Eu sempre tive a vontade de interpretar, e com o filme dele em cartaz foi uma ótima oportunidade”.

Alguém que chamou atenção no clipe, foi o menino Gabriel de 9 anos, que interpretou Pedro Qualy quando criança. “A gente se conheceu no estúdio onde fazemos o cabelo. De repente apareceu aquele menor lindo fazendo os dreads e se inspirando em mim, na hora a gente virou amigão. Nossas famílias já são amigas e essa é a primeira de muitas experiências que estamos fazendo juntos”, diz Qualy.

Um ponto forte do vídeo é quando Spinardi aparece caracterizado como o personagem Coringa. Segundo o artista, “A ideia surgiu porque eu sou muito fã do Coringa, é o melhor vilão de todos os vilões. Eu sempre tive a vontade de interpretar, e com o filme dele em cartaz foi uma ótima oportunidade”

Uq Cê Vai Fazer

O que acontece quando o Rap e o Sertanejo se unem? Uma sonoridade bem gostosa de ouvir e uma letra muito bem construída. É assim “Uq Cê Vai Fazer”, a parceria de Edi Rock com Lauana Prado.

Gravado em São Paulo, o novo clipe mostra um homem que vive um caso extra conjugal e fica dividido entre o amor e a atração e química que sente pela amante.

Sobre a parceria Edi conta “Escrevi o refrão com meus parceiros de composição já pensando em uma mulher que canta sertanejo e depois fiz a rima”. E sobre Lauana, ele diz “Foi um dos trampos mais fáceis que já fiz. Ela é uma pessoa abençoada, merece todo sucesso que tiver na vida, é sangue bom e profissional ao extremo. Só tenho a agradecer, sem palavras”.

Já Lauana contou como foi fazer a participação. “Sempre ouvi e admirei Racionais. Fazer parte desse som com o Edi Rock, além de uma responsabilidade enorme, foi uma honra, uma felicidade. Ele é um ícone do rap no Brasil”.

Ainda, segundo a cantora, “Confesso que pirei quando ouvi o som, gostei muito. A música é um rap, mas com um papo sertanejo. Consegui trazer o Edi pro meu universo e mergulhar no dele”.

A canção é uma das faixas de “Origens”, o novo álbum de Edi Rock pela Som Livre e que aposta em uma mistura de ritmos que conectam às raízes do cantor.

Libre

Rap e Funk juntos. Assim é “Livre” a eletrizante e empoderada parceria de Emicida com o duo Ibeyi.

A música ganhou clipe todo dançante, gravado em São Paulo na ocupação cultural Ouvidor 63, dando voz a galera da periferia e trazendo autoafirmação de quem se é, alegria e sentimento de liberdade. A direção é de Fred Ouro Preto.

“Partindo da ideia de que uma palavra pode significar muitas coisas, usamos o poder de ligação da música e colocamos em nosso poder construir algo muito maior”, revela Emicida.

Ele ainda completa, “Libre é uma forma de gritar por liberdade, dizendo que somos livres, bonitos, fortes e elegantes”.

A canção faz parte de “Amarelo”, novo álbum do rapper que será lançado em breve. As canções já apresentadas deste disco, mostram toda a versatilidade de Emicida e como ele sabe como ninguém misturar os ritmos e fazer a diferença com suas letras. Já estamos ansiosos.

Todo Dia

Rashid e Dada Yute cantam sobre as mazelas do mundo atual e protestam por justiça e por um mundo melhor em “Todo Dia”.

Impactante. Assim é este novo single que nos faz refletir sobre como o mundo precisa de paz e de união e nos faz querer fazer algo pra mudar isso.

Foto: Caio Lazaneo

O clipe da canção dirigido e roteirizado por Caio Lazaneo, já começa com Ras Sérgio Tafari, ícone da cultura rastafari no Brasil, contando um um pouco sobre ritmos africanos e a religiosidade de seus ancestrais.

Além de cantarem seus versos tão bem escritos e que nos toca, os artistas dão voz ao movimento das “Mães de Maio”, que tiveram seus filhos mortos brutalmente por puro preconceito racial e ignorância, e que lutam por justiça e contra o preconceito.

Foto: Gabriel Ranzani

O mais bacana é que a música, deu origem à campanha #LutoTodoDia que visa mostrar histórias reis e inspiradoras de pessoas que fizeram do “luto” um verbo.

Sobre o Movimento Mães de Maio: Em maio de 2006, a polícia de São Paulo assassinou mais de 450 pessoas em um apenas dez dias. Foi o maior massacre exercido pelo Estado na história atual do Brasil. Este massacre aleatório de civis aconteceu como revide aos ataques do PCC a policiais e agentes do Estado. 10 anos que aconteceu todo esse horror e até agora ninguém foi responsabilizado. O movimento visa lutar por justiça e contra o preconceito.

Má-Temática

O Haikaiss lança “Má-Temática”, mais um hit que vai abalar as estruturas do mundo do Rap.

A canção ganhou um clipe com direção de Felipe Tito e Fred Siqueira. A produção mostra Aline Riscado em um relacionamento abusivo. Também vemos mulheres no psicólogo pra superar relacionamentos tóxicos do passado e que depois dão a volta por cima.

A música foi criada a partir do beat do produtor Caio Passos, como conta o rapper Pedro Qualy. “O processo criativo iniciou da batida do Caio, eu adorei assim que ouvi e fiquei tentando achar algum tema até chegar em relacionamentos conturbados. Fiquei um mês escrevendo a minha parte”.

Spvic complementa sobre a criação da letra, “A ideia surgiu quando a gente estava em turnê na Europa, então a viagem proporcionou mais momentos para compormos juntos. O Qualy levantou o tema e aí compomos de uma forma criativa, puxando para versos e rimas com números”.

Aline Riscado e Spvic – Foto: Divulgação/Som Livre

Feliz, Spinardi, que também contracena no clipe, falou um pouco sobre o momento atual do grupo. “Essa fase do Haikaiss está sendo maravilhosa, pois estamos vivendo o que não vivemos em 14 anos de carreira enquanto éramos independentes. Com uma gravadora e uma equipe competente podemos estudar melhor as ideias e tomar as melhores decisões, sem jamais perder a nossa essência, claro. Poesia livre, é isso que os fãs podem esperar do Haikaiss”.

Foda-se

Edi Rock e Neew lançam “Foda-se” e nos inspiram a seguir em frente, não importa quantas vezes cairmos.

No clipe gravado em São Paulo, os artistas usam a lona de ringue de boxe, para representar a queda seguida do levantar e seguir em frente, o mesmo que acontece nas nossas vidas para superarmos e vencermos o nosso pior adversário. Nós mesmo. A direção é de Mateus Rigola.

Foto: Yago Gonçalves

“Coloquei um pouco de tudo nessa letra, minhas vivências e histórias contadas pelo DJ Anderson Franja, que produziu esse som. Fala da rotina da vida, das neuras, de relacionamento, de pessoas que desistem da vida, de como a nossa vida é carregada nas mãos, por conta do celular. É sobre chutar o balde e seguir em frente, independente dos problema”, conta Edi.

O novo single faz parte do mais recente álbum de Edi Rock, “Origens” pela Som Livre.

Sobre o novo trabalho, o rapper revela “O disco se chama ‘Origens’ pois fala da minha história, minhas influências e referências na música. E também sobre a mistura com novos sons, quero dar espaço para jovens promessas, além de grandes parcerias com amigos de longa data. Quero levar o rap para lugares que ainda não chegamos, quero mostrar nossa força e também conhecer novos ares, experimentar e explorar novas musicalidades”.

Dia do RAP – Playlist

6 de agosto é o dia nacional do RAP, data que completa exatos 10 anos. A data foi chancelada em 2009 através de uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

RAP é a sigla para “Rhythm and Poetry” (Ritmo e Poesia). E cada vez mais o gênero musical cresce e ganha maior representatividade no Brasil.

Esse estilo musical é marcado por letras contundentes e fáceis de serem entendidas, junto de uma sonoridade intensa e com apoio de formas de expressões artísticas diferentes. Desde sua origem até hoje, o Rap propõe uma reflexão sobre o dia a dia, principalmente nas comunidades diz das periferias.

Para comemorar a data, a Warner Music preparou a especial playlist “RAP – Sangue e Poesia” no Spotify, reunindo músicas dos veteranos e da nova safra do Rap Brasileiro.

Na lista artistas como Racionais Mc’s, Class A, Cardi B, Bacu Exu do Blues, Missy Elliot, Pk, entre outros.

Não deixe de conferir essa playlist que está incrível e traz Rap de qualidade pra quem adora música boa. Imperdível!

Me Gusta Entrevista : Felp 22 (Cacife Clandestino)

Cacife Clandestino, formado por Felp 22 e Terror dos Beats, lançou a trilogia “Contravenção” pela Sony Music.

As três músicas, em Maio e Junho, gradativamente foram lançadas como videoclipes, e o Portal Me Gusta teve a felicidade de falar com o Felp 22 por telefone sobre este novo projeto do Cacife Clandestino e o que vem por aí.

Saiba tudo o que conversamos sobre carreira, o EP “Contravenção” e clipes. Leia na íntegra a entrevista e saiba mais sobre esse projeto tão bacana do Rap Nacional. Você vai adorar!

Portal Me Gusta: Como surgiu o projeto Cacife Clandestino e também seu nome?

Felp22: O projeto começou comigo e o Terror dos Beats na quadra de rima de Botafogo em 2011, em um circuito de roda de rima aqui do Rio de Janeiro que se chama Circuito Carioca de Ritmo e Poesia (CCRP). e o nome tem a ver com o Cacife Clandestino das ruas, como se fosse uma aposta das ruas, um cacife fora do padrão.

Me Gusta: Como surgiu a ideia de fazer a trilogia “Contravenção”?

Felp22: Eu faço muito sons por dia como treino e tem muita coisa que dá certo, tem muita coisa que a gente quer lançar logo, mas ao mesmo tempo também tem coisa que às vezes não dá. Então a gente decidiu lançar de três em três músicas para também estudar um pouco o público. Uma música diferente da outra então para saber o que o público tá esperando e se tá gostando mais do nosso som assim ou de outra maneira, a gente vai alternando os temas e as músicas como se fosse um teste mesmo, e é algo fora do padrão. E é por isso que a trilogia se chama ‘Contravenção’. O que é contra o padrão de lançamento que tem muito no rap e dá meio que uma abusada.

Me Gusta: Como é o seu processo de composição?

Felp22: No processo de composição eu faço um freestyle. Eu chego no estúdio, fazendo na hora. Tem coisa que eu levo às vezes para casa, para fazer com mais calma, mas a maioria é tudo freestyle, na hora mesmo. É natural.

Me Gusta: Como foi fazer os clipes das três músicas?

Felp22: Foi maneiro. A a gente já tá acostumada a fazer bastante clipe assim sequência. É uma correria louca, mas com resultado muito maneiro. São três clipes e não um só. Três músicas no Spotify e três vídeos no You Tube, então é uma correria muito intensa, mas é divertido e a gente vai fazer mais uma vez isso.

Me Gusta: Como surgiu o sucesso “Dogstyle”?

Felp22: A gente tava numa turnê no Sul. Sempre fazemos shows no Sul e que a gente sempre fica na mesma casa. e eu sempre levo o estúdio móvel para gravar as músicas. Nos lugares, no hotel, no ônibus; onde a gente tiver dá para gravar. Aí a gente tava gravando na casa, mas não tava dando para gravar direito, porque os cachorros estavam latindo, tá ligado? E aí os cachorros estavam latindo ‘Au Au’ E aí teve uma hora, que eu meio que comecei a latir de volta para ver se eles paravam de latir. Mas aí que eles começaram a latir mais ainda. A gente se mudou de quarto para gravar melhor, mas eu já tava meio com essa ideia na mente e a gente estava fazendo bit e aí eu comecei com o latido dos cachorros, meio que imitando eles, aí eu falei ‘Mano, vou viajar nessa ideia’ e acabou saindo a ‘Dogstyle’ E aí a gente cantou na turnê e quis lançar logo no mês depois. A gente é assim, às vezes tem uma música que demora 3, 4 anos para lançar e às vezes a gente faz uma hoje e quer lançar no próximo mês, porque às vezes é meio atual o papo ou é diferente do que a gente já lançou. É sempre um teste.

Me Gusta: Como foi a escolha das três canções que seriam as primeiras a serem lançadas?

Felp22: Foi difícil. Na real, a gente se apega nas músicas, então a gente bota todo mundo para escutar. Nossos amigos, a rapaziada que trabalha com a gente, e aí tem música que já tá montada pro disco, ou já tão encaminhados e outras que tão soltas. E tem as mais recentes que a gente tem. Como eu falo, é um teste que a gente faz. Tem músicas que são diferentes das outras e uma vibe que a galera gosta mais. A gente tenta se basear nisso daí. A nossa galera vem escutando mais uma ou outra música e a gente já vai fazendo a seleção, e nessa seleção a gente escolheu essas três e depois dessas três que lançamos, já escrevi mais músicas. Então vai ter mais músicas dessas recentes que fiz.

Cacife Clandestino – Terror dos Beats e Felp 22

Me Gusta: Como você vê o Rap Nacional?

Felp22: Vejo como uma constante evolução, não só no cenário nacional como no internacional. O Rap tá tendo mais visualização. Nos Estados Unidos e em lugares como na América Latina, o Rap tá em alta, como se fosse o samba no Brasil. Acho que é muito atual e o futuro é muito promissor e aqui no Brasil daqui a pouco acho que vai ser diferente também, como sertanejo e outros gêneros e e tendo festivais. Acho que falta só organização. A gente tem que organizar mesmo, ainda mais que é um terreno muito novo ainda. Aqui no Brasil, não tem tanto tempo assim. Acho que tem uma rapaziada mais antiga que vem fazendo e deixando tudo mastigado para gente. Mas acho que a internet é o que popularizou um pouco mais e tornou mais viral. Você lança um vídeo no You Tube e o clipe agrada o público.acho que é dessa forma que a gente meio que tá contrariando as estatísticas mais uma vez.

Me Gusta: Quais são as suas maiores influências musicais?

Felp22: Tenho várias, mas a rapaziada que eu levo mais como influência não só como música, mas também como pensamento, é o Charlie Brown Júnior e Sabotage. Charlie Brown, o Chorão mesmo, mas as músicas em si com banda e tudo, tem muitas frases que a gente leva para o dia a dia. Tanto o Chorão como o Sabotage.

Me Gusta: Quais músicas não podem faltar no shows?

Felp22: Dejavu, Só Vitória, Fuga, De Ninguém, Olha Só. Tem muitas, mas essas que falei, são as que mais fazem parte da nossa trajetória.

Me Gusta: Como é a relação com os fãs?

Felp22: A relação é no dia a dia. Tanto nos stories do Instagram, como nos shows. a gente tem um fã-clube em cada estado e a gente sempre se comunica. Tem um fã-clube geral que é o Portal Cacife, que é uma reunião de todos os estados e sempre que vai ter show, uma galera do Portal Cacife vai acompanhar a gente nos bastidores e no nosso camarim. Tem uma parada diferenciada, não que seja um fã diferente do outro, mas a gente tem uma organização que luta com a gente todos os dias e a gente quer sempre deixar todos mais a vontade com a gente, e honrar o que eles fazem pela gente.

Me Gusta: Uma música que por sua letra chama atenção é “Manos”. Como surgiu a canção?

Felp22: Foi uma doidera, porque eu tava com o bit e era umas 6 horas da manhã e na gente bateu uma inspiração diferente. Porque a gente sempre sai do estúdio umas 8, 9 da manhã por causa disso. Às vezes eu não consigo fazer nada da meia-noite até umas 4 horas da manhã e aí bate uma inspiração. E “Manos” foi assim. Eu escrevi como uma forma de contrariar a ostentação, que às vezes a gente põe até nas nossas músicas. Não tem só ostentação de massa e de dinheiro. A gente tem que valorizar mais os momentos, tá ligado? Tipo, ‘nada vai trazer os manos de volta” foi uma frase que eu quis usar e explicar o porque disso. Não adianta ter dinheiro, essas coisas, pois nada vai trazer de volta. E no clipe eu quis usar o caso da Marielle, o caso daquele cara que foi fuzilado pelo exército E aquele menino que faleceu com o segurança no mercado. Então eu quis trazer a realidade do que tem acontecido e um pouco da minha realidade. Então fluiu assim do nada, as 6 horas da manhã. Me bateu essa bad na mente e o Bit também tava triste e acabou saindo esse lamento. Uma construção para galera se identificar com o que a gente tava falando.

Me Gusta: O que você pode adiantar sobre os próximos passos do Cacife Clandestino?

Felp22: Esse mês vai ter mais uma trilogia, a “Triunfo”. Mais uma vez a gente mostra esse padrão que a gente tem feito, com essa parada diferente do que os outros músicos fazem. E depois vai sair nosso álbum “Conteúdo Explícito – Parte 2”, a continuação de um grande sucesso do cacife, que a gente quer colocar em forma de filme, que é uma forma diferente de mostrar um disco. Fora, as coisas que a gente faz em paralelo.

AmarElo

Emicida, um dos maiores nomes do Rap nacional, cada vez mais traz canções impactantes e que refletem a nossa sociedade. E não é diferente em “AmarElo” com a participação de Majur e Pabllo Vittar.

A canção ganhou um clipe que nos incentiva a seguir em frente retirando as pedras do nosso caminho. A produção dirigida por Sandiego Fernandes foi gravado no Rio de Janeiro no Complexo do Alemão.

Sobre o novo single, Emicida conta “No primeiro passo desse processo, a nossa intenção era que as pessoas se sentissem grandes ao olharem no espelho. Agora, a ideia é que elas observem ao redor e se enxerguem maiores do que os seus problemas, independente de quais sejam”.

Sobre a força dessa música, Pabllo Vittar conta “A música é cheia de mensagens importantes, atuais e que retratam a diversidade, a luta e a força que vivemos todos os dias. O valor social que ‘AmarElo’ carrega é enorme e vai promover reflexões que precisam, cada vez mais, ser levantadas”.

Logo no começo ouvimos e depoimento de uma pessoa próxima ao rapper que tentou suicídio e isso logo é quebrado com trecho da canção “Sujeito De Sorte” de Belchior, para lembrar e hoje pode ser melhor do que ontem. Essa foi uma grande sacada do cantor e deu maior força à sua composição.

E foi muito bacana o fato de Emicida escolher duas figuras com grande representatividade na população negra e na comunidade LGBT para cantarem com ele.

É uma forma de protesto à situação atual do nosso país. Por aqui a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado e a cada 20 horas um LGBTQ+ morre violentamente (73% assassinados e 24% por suicídio). Já está na hora de lutarmos para mudar essa situação.

Esse é o segundo single do novo álbum pela Sony Music, que Emicida chama de ‘experimento social’. Segundo ele, “apesar de ser nobre conduzir uma experiência sonora por, mais ou menos, uma hora, é preciso ter cuidado para cultura da música não ser engolida pela cultura das plataformas”.

Um Pedido

Contundente e sincero, Hungria Hip Hop lança o hit autobiográfico e inspirador “Um Pedido”.

No clipe da música Hungria conta um pouco de sua história de superação desde os tempos de menino na comunidade da Cidade Ocidental, quando tinha poucos recursos mas sonhava alto e tinha muita determinação.

As gravações aconteceram na cidade de São Paulo, Guarujá e Brasília com direção de Matheus Rigola.

Hungria Hip Hop conta “Um Pedido, é um pouco de mim, do que passei e tudo o que conquistei. Fiz questão de ter a minha mãe presente, ela é minha inspiração, meu tudo. Esse é um clipe muito real, é a minha história”.

Ele também comenta “Vi muitos amigos irem para lados errados e muitos correndo atrás e realizando sonhos. Sou um desses que realizou sonhos, muitos deles. Hoje eu posso ter uma vida melhor e oferecer o melhor para os meus, principalmente para a minha mãe”.

Haute

O grande rapper Tyga chamou os amigos J Balvin e Chris Brown pra quebrarem tudo em “Haute”. E o resultado ficou uma música eletrizante e muito alto astral.

Com com direção de Tyga e Arrad, o novo clipe mostra os três artistas se divertindo e fazendo a festa com muita animação e muitas mulheres.

A música em que Balvin e Balvin, para nossa alegria, se juntaram à Tyga, faz parte do novo álbum do rapper, “Legendary” e promete esquentar as noites nas baladas. Sem dúvida uma das melhores músicas da carreira do cantor.

Haikaiss e Som Livre

Haikaiss, um dos maiores grupo de Rap do Brasil, com treze anos de carreira entram em uma nova fase.

O grupo formado por Spvic, Spinardi, Qualy e DJ Sleep, acaba de assinar contrato com a Som Livre e em breve vai lançar o disco álbum da carreira.

Eles que sempre foram uma banda independente, assinaram pela primeira vez desde que estrearam com uma gravadora.

Spvic, Spinardi, Qualy e Jonas Bento – Foto: André Rola

Pedro ‘Qualy’ contou um pouco sobre a escolha pela gravadora, “Nossa experiência nesses anos todos veio da nossa independência. O rap está conquistando cada vez mais espaço, é atualmente o terceiro gênero mais ouvido nas plataformas de música. Estamos num bom momento do Haikaiss e enxergamos a oportunidade de ganhar ainda mais força com a Som Livre. Queremos estar cada vez mais inseridos no mercado fonográfico e oferecer sempre o melhor conteúdo para o nosso público”.

Sobre o novo disco, Spvic explica “O nome do nosso sexto álbum é Aquário, baseado na Era de Aquário, o fim de uma era e o surgimento de outra. Vai vir extremamente voltado pras nossas origens e carregado de um conceito de ‘inovar resgatando’ e também de descobertas, com influências de jazz, blues e claro, do boom bap, que é nosso grande amor. Esse estilo foi a nossa primeira paixão no rap e o que nos consagrou como um dos maiores grupos de rap do Brasil. Aquário vai trazer muito da nossa raiz, é como se fosse o Haikaiss do começo, só que muito mais maduro”.

Foto: Instagram

Spinardi fez uma reflexão bsobre a nova fase do quarteto, “Estamos em um mercado em ascensão, extremamente disputado e concorrido, na qual eu julgo muito bom, pois sempre trabalhamos para que o rap tomasse essas proporções. Nessa nova fase do grupo sem dúvidas vamos surpreender muitos ouvintes com novas parcerias, mas tudo dentro da nossa essência, jamais sem perder o famoso rótulo: Haikaiss Originais de Natureza”.

Formado em 2006, Haikaiss é um grande sucesso nas redes sociais com quase 3 milhões de inscritos no canal do You Tube e 495 milhões de visualizações em seus vídeos.

Foto: Instagram

No Spotify são mais de 1,6 milhão de ouvintes por mês. A canção “Pouca Pausa”, em que colaboraram com a cantora Clau junto do grupo Cortesia da Casa em 2018, chegou ao top 10 do Spotify e recebeu disco de platina triplo pelo desempenho.

Vírus

MV Bill com seus versos contundentes e bem diretos construídos com muita sabedoria e sensibilidade lança “Vírus”.

O clipe da faixa foi gravado em Goiânia (GO) com direção de Isac Metanoia. Na produção MV Bill canta seus versos em um trono, em meio a lindos negros, apresentando um programa de TV e como um político entrevistado.

Produzida por Dubmastor, a música fala sobre a expansão do negro na nossa sociedade que ainda é tão racista. Um preconceito péssimo que corre como um vírus e que muitas vezes é velado, outras aparece através de piadas (de muito mal gosto) e é negada por alguns. Porém, infelizmente, o racismo cada vez mais aparece bem explícito.

Sobre a expansão do negro em nossa sociedade, MV Bill faz uma reflexão. “Ocupamos espaços que antes eram vistos como algo que não nos pertencia. A inteligência e a informação, sobretudo a educação, fez com que muitos desses quadros começassem a ter uma mudança, ainda fora do ideal, mas uma mudança que já incomoda, a ponto de alguns racistas desinibidos, fazerem piadas, com mazelas que acompanham ainda uma boa parte da população negra, com alguns estigmas que marcaram boa parte da nossa história, mas negligenciam o crescimento e a expansão do nosso povo”.

Foto: Pedro Menezes

Já para a Rolling Stone Brasil, o rapper fez uma comparação entre os dias de hoje e 1999, ano em que foi acusado de apologia ao crime em uma música. “Eu seria preso e talvez até morto, e com o aval da sociedade. Atos de racismo tinham o silêncio como resposta. Hoje eles tem aplausos, o que é pior”.

E sobre “Vírus” MV Bill ressalta “Em momentos de indignação, esse som vai estar lá presente”.

MV Bill sabe como ninguém falar sobre a realidade da sociedade brasileira. Seu novo tema é muito importante para refletirmos em como combater o racismo e serve para demonstrarmos que ainda temos que evoluir e muito nesta questão. Não podemos mais ficar calados e temos que combater todo e qualquer tipo de preconceito.

Além de poeta, o rapper sempre contribui para nossa cultura, para nossa reflexão e para o país. Um orgulho para todos nós.