Me Gusta Entrevista : Felp 22 (Cacife Clandestino)

Cacife Clandestino, formado por Felp 22 e Terror dos Beats, lançou a trilogia “Contravenção” pela Sony Music.

As três músicas, em Maio e Junho, gradativamente foram lançadas como videoclipes, e o Portal Me Gusta teve a felicidade de falar com o Felp 22 por telefone sobre este novo projeto do Cacife Clandestino e o que vem por aí.

Saiba tudo o que conversamos sobre carreira, o EP “Contravenção” e clipes. Leia na íntegra a entrevista e saiba mais sobre esse projeto tão bacana do Rap Nacional. Você vai adorar!

Portal Me Gusta: Como surgiu o projeto Cacife Clandestino e também seu nome?

Felp22: O projeto começou comigo e o Terror dos Beats na quadra de rima de Botafogo em 2011, em um circuito de roda de rima aqui do Rio de Janeiro que se chama Circuito Carioca de Ritmo e Poesia (CCRP). e o nome tem a ver com o Cacife Clandestino das ruas, como se fosse uma aposta das ruas, um cacife fora do padrão.

Me Gusta: Como surgiu a ideia de fazer a trilogia “Contravenção”?

Felp22: Eu faço muito sons por dia como treino e tem muita coisa que dá certo, tem muita coisa que a gente quer lançar logo, mas ao mesmo tempo também tem coisa que às vezes não dá. Então a gente decidiu lançar de três em três músicas para também estudar um pouco o público. Uma música diferente da outra então para saber o que o público tá esperando e se tá gostando mais do nosso som assim ou de outra maneira, a gente vai alternando os temas e as músicas como se fosse um teste mesmo, e é algo fora do padrão. E é por isso que a trilogia se chama ‘Contravenção’. O que é contra o padrão de lançamento que tem muito no rap e dá meio que uma abusada.

Me Gusta: Como é o seu processo de composição?

Felp22: No processo de composição eu faço um freestyle. Eu chego no estúdio, fazendo na hora. Tem coisa que eu levo às vezes para casa, para fazer com mais calma, mas a maioria é tudo freestyle, na hora mesmo. É natural.

Me Gusta: Como foi fazer os clipes das três músicas?

Felp22: Foi maneiro. A a gente já tá acostumada a fazer bastante clipe assim sequência. É uma correria louca, mas com resultado muito maneiro. São três clipes e não um só. Três músicas no Spotify e três vídeos no You Tube, então é uma correria muito intensa, mas é divertido e a gente vai fazer mais uma vez isso.

Me Gusta: Como surgiu o sucesso “Dogstyle”?

Felp22: A gente tava numa turnê no Sul. Sempre fazemos shows no Sul e que a gente sempre fica na mesma casa. e eu sempre levo o estúdio móvel para gravar as músicas. Nos lugares, no hotel, no ônibus; onde a gente tiver dá para gravar. Aí a gente tava gravando na casa, mas não tava dando para gravar direito, porque os cachorros estavam latindo, tá ligado? E aí os cachorros estavam latindo ‘Au Au’ E aí teve uma hora, que eu meio que comecei a latir de volta para ver se eles paravam de latir. Mas aí que eles começaram a latir mais ainda. A gente se mudou de quarto para gravar melhor, mas eu já tava meio com essa ideia na mente e a gente estava fazendo bit e aí eu comecei com o latido dos cachorros, meio que imitando eles, aí eu falei ‘Mano, vou viajar nessa ideia’ e acabou saindo a ‘Dogstyle’ E aí a gente cantou na turnê e quis lançar logo no mês depois. A gente é assim, às vezes tem uma música que demora 3, 4 anos para lançar e às vezes a gente faz uma hoje e quer lançar no próximo mês, porque às vezes é meio atual o papo ou é diferente do que a gente já lançou. É sempre um teste.

Me Gusta: Como foi a escolha das três canções que seriam as primeiras a serem lançadas?

Felp22: Foi difícil. Na real, a gente se apega nas músicas, então a gente bota todo mundo para escutar. Nossos amigos, a rapaziada que trabalha com a gente, e aí tem música que já tá montada pro disco, ou já tão encaminhados e outras que tão soltas. E tem as mais recentes que a gente tem. Como eu falo, é um teste que a gente faz. Tem músicas que são diferentes das outras e uma vibe que a galera gosta mais. A gente tenta se basear nisso daí. A nossa galera vem escutando mais uma ou outra música e a gente já vai fazendo a seleção, e nessa seleção a gente escolheu essas três e depois dessas três que lançamos, já escrevi mais músicas. Então vai ter mais músicas dessas recentes que fiz.

Cacife Clandestino – Terror dos Beats e Felp 22

Me Gusta: Como você vê o Rap Nacional?

Felp22: Vejo como uma constante evolução, não só no cenário nacional como no internacional. O Rap tá tendo mais visualização. Nos Estados Unidos e em lugares como na América Latina, o Rap tá em alta, como se fosse o samba no Brasil. Acho que é muito atual e o futuro é muito promissor e aqui no Brasil daqui a pouco acho que vai ser diferente também, como sertanejo e outros gêneros e e tendo festivais. Acho que falta só organização. A gente tem que organizar mesmo, ainda mais que é um terreno muito novo ainda. Aqui no Brasil, não tem tanto tempo assim. Acho que tem uma rapaziada mais antiga que vem fazendo e deixando tudo mastigado para gente. Mas acho que a internet é o que popularizou um pouco mais e tornou mais viral. Você lança um vídeo no You Tube e o clipe agrada o público.acho que é dessa forma que a gente meio que tá contrariando as estatísticas mais uma vez.

Me Gusta: Quais são as suas maiores influências musicais?

Felp22: Tenho várias, mas a rapaziada que eu levo mais como influência não só como música, mas também como pensamento, é o Charlie Brown Júnior e Sabotage. Charlie Brown, o Chorão mesmo, mas as músicas em si com banda e tudo, tem muitas frases que a gente leva para o dia a dia. Tanto o Chorão como o Sabotage.

Me Gusta: Quais músicas não podem faltar no shows?

Felp22: Dejavu, Só Vitória, Fuga, De Ninguém, Olha Só. Tem muitas, mas essas que falei, são as que mais fazem parte da nossa trajetória.

Me Gusta: Como é a relação com os fãs?

Felp22: A relação é no dia a dia. Tanto nos stories do Instagram, como nos shows. a gente tem um fã-clube em cada estado e a gente sempre se comunica. Tem um fã-clube geral que é o Portal Cacife, que é uma reunião de todos os estados e sempre que vai ter show, uma galera do Portal Cacife vai acompanhar a gente nos bastidores e no nosso camarim. Tem uma parada diferenciada, não que seja um fã diferente do outro, mas a gente tem uma organização que luta com a gente todos os dias e a gente quer sempre deixar todos mais a vontade com a gente, e honrar o que eles fazem pela gente.

Me Gusta: Uma música que por sua letra chama atenção é “Manos”. Como surgiu a canção?

Felp22: Foi uma doidera, porque eu tava com o bit e era umas 6 horas da manhã e na gente bateu uma inspiração diferente. Porque a gente sempre sai do estúdio umas 8, 9 da manhã por causa disso. Às vezes eu não consigo fazer nada da meia-noite até umas 4 horas da manhã e aí bate uma inspiração. E “Manos” foi assim. Eu escrevi como uma forma de contrariar a ostentação, que às vezes a gente põe até nas nossas músicas. Não tem só ostentação de massa e de dinheiro. A gente tem que valorizar mais os momentos, tá ligado? Tipo, ‘nada vai trazer os manos de volta” foi uma frase que eu quis usar e explicar o porque disso. Não adianta ter dinheiro, essas coisas, pois nada vai trazer de volta. E no clipe eu quis usar o caso da Marielle, o caso daquele cara que foi fuzilado pelo exército E aquele menino que faleceu com o segurança no mercado. Então eu quis trazer a realidade do que tem acontecido e um pouco da minha realidade. Então fluiu assim do nada, as 6 horas da manhã. Me bateu essa bad na mente e o Bit também tava triste e acabou saindo esse lamento. Uma construção para galera se identificar com o que a gente tava falando.

Me Gusta: O que você pode adiantar sobre os próximos passos do Cacife Clandestino?

Felp22: Esse mês vai ter mais uma trilogia, a “Triunfo”. Mais uma vez a gente mostra esse padrão que a gente tem feito, com essa parada diferente do que os outros músicos fazem. E depois vai sair nosso álbum “Conteúdo Explícito – Parte 2”, a continuação de um grande sucesso do cacife, que a gente quer colocar em forma de filme, que é uma forma diferente de mostrar um disco. Fora, as coisas que a gente faz em paralelo.

AmarElo

Emicida, um dos maiores nomes do Rap nacional, cada vez mais traz canções impactantes e que refletem a nossa sociedade. E não é diferente em “AmarElo” com a participação de Majur e Pabllo Vittar.

A canção ganhou um clipe que nos incentiva a seguir em frente retirando as pedras do nosso caminho. A produção dirigida por Sandiego Fernandes foi gravado no Rio de Janeiro no Complexo do Alemão.

Sobre o novo single, Emicida conta “No primeiro passo desse processo, a nossa intenção era que as pessoas se sentissem grandes ao olharem no espelho. Agora, a ideia é que elas observem ao redor e se enxerguem maiores do que os seus problemas, independente de quais sejam”.

Sobre a força dessa música, Pabllo Vittar conta “A música é cheia de mensagens importantes, atuais e que retratam a diversidade, a luta e a força que vivemos todos os dias. O valor social que ‘AmarElo’ carrega é enorme e vai promover reflexões que precisam, cada vez mais, ser levantadas”.

Logo no começo ouvimos e depoimento de uma pessoa próxima ao rapper que tentou suicídio e isso logo é quebrado com trecho da canção “Sujeito De Sorte” de Belchior, para lembrar e hoje pode ser melhor do que ontem. Essa foi uma grande sacada do cantor e deu maior força à sua composição.

E foi muito bacana o fato de Emicida escolher duas figuras com grande representatividade na população negra e na comunidade LGBT para cantarem com ele.

É uma forma de protesto à situação atual do nosso país. Por aqui a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado e a cada 20 horas um LGBTQ+ morre violentamente (73% assassinados e 24% por suicídio). Já está na hora de lutarmos para mudar essa situação.

Esse é o segundo single do novo álbum pela Sony Music, que Emicida chama de ‘experimento social’. Segundo ele, “apesar de ser nobre conduzir uma experiência sonora por, mais ou menos, uma hora, é preciso ter cuidado para cultura da música não ser engolida pela cultura das plataformas”.

Um Pedido

Contundente e sincero, Hungria Hip Hop lança o hit autobiográfico e inspirador “Um Pedido”.

No clipe da música Hungria conta um pouco de sua história de superação desde os tempos de menino na comunidade da Cidade Ocidental, quando tinha poucos recursos mas sonhava alto e tinha muita determinação.

As gravações aconteceram na cidade de São Paulo, Guarujá e Brasília com direção de Matheus Rigola.

Hungria Hip Hop conta “Um Pedido, é um pouco de mim, do que passei e tudo o que conquistei. Fiz questão de ter a minha mãe presente, ela é minha inspiração, meu tudo. Esse é um clipe muito real, é a minha história”.

Ele também comenta “Vi muitos amigos irem para lados errados e muitos correndo atrás e realizando sonhos. Sou um desses que realizou sonhos, muitos deles. Hoje eu posso ter uma vida melhor e oferecer o melhor para os meus, principalmente para a minha mãe”.

Haute

O grande rapper Tyga chamou os amigos J Balvin e Chris Brown pra quebrarem tudo em “Haute”. E o resultado ficou uma música eletrizante e muito alto astral.

Com com direção de Tyga e Arrad, o novo clipe mostra os três artistas se divertindo e fazendo a festa com muita animação e muitas mulheres.

A música em que Balvin e Balvin, para nossa alegria, se juntaram à Tyga, faz parte do novo álbum do rapper, “Legendary” e promete esquentar as noites nas baladas. Sem dúvida uma das melhores músicas da carreira do cantor.

Haikaiss e Som Livre

Haikaiss, um dos maiores grupo de Rap do Brasil, com treze anos de carreira entram em uma nova fase.

O grupo formado por Spvic, Spinardi, Qualy e DJ Sleep, acaba de assinar contrato com a Som Livre e em breve vai lançar o disco álbum da carreira.

Eles que sempre foram uma banda independente, assinaram pela primeira vez desde que estrearam com uma gravadora.

Spvic, Spinardi, Qualy e Jonas Bento – Foto: André Rola

Pedro ‘Qualy’ contou um pouco sobre a escolha pela gravadora, “Nossa experiência nesses anos todos veio da nossa independência. O rap está conquistando cada vez mais espaço, é atualmente o terceiro gênero mais ouvido nas plataformas de música. Estamos num bom momento do Haikaiss e enxergamos a oportunidade de ganhar ainda mais força com a Som Livre. Queremos estar cada vez mais inseridos no mercado fonográfico e oferecer sempre o melhor conteúdo para o nosso público”.

Sobre o novo disco, Spvic explica “O nome do nosso sexto álbum é Aquário, baseado na Era de Aquário, o fim de uma era e o surgimento de outra. Vai vir extremamente voltado pras nossas origens e carregado de um conceito de ‘inovar resgatando’ e também de descobertas, com influências de jazz, blues e claro, do boom bap, que é nosso grande amor. Esse estilo foi a nossa primeira paixão no rap e o que nos consagrou como um dos maiores grupos de rap do Brasil. Aquário vai trazer muito da nossa raiz, é como se fosse o Haikaiss do começo, só que muito mais maduro”.

Foto: Instagram

Spinardi fez uma reflexão bsobre a nova fase do quarteto, “Estamos em um mercado em ascensão, extremamente disputado e concorrido, na qual eu julgo muito bom, pois sempre trabalhamos para que o rap tomasse essas proporções. Nessa nova fase do grupo sem dúvidas vamos surpreender muitos ouvintes com novas parcerias, mas tudo dentro da nossa essência, jamais sem perder o famoso rótulo: Haikaiss Originais de Natureza”.

Formado em 2006, Haikaiss é um grande sucesso nas redes sociais com quase 3 milhões de inscritos no canal do You Tube e 495 milhões de visualizações em seus vídeos.

Foto: Instagram

No Spotify são mais de 1,6 milhão de ouvintes por mês. A canção “Pouca Pausa”, em que colaboraram com a cantora Clau junto do grupo Cortesia da Casa em 2018, chegou ao top 10 do Spotify e recebeu disco de platina triplo pelo desempenho.

Vírus

MV Bill com seus versos contundentes e bem diretos construídos com muita sabedoria e sensibilidade lança “Vírus”.

O clipe da faixa foi gravado em Goiânia (GO) com direção de Isac Metanoia. Na produção MV Bill canta seus versos em um trono, em meio a lindos negros, apresentando um programa de TV e como um político entrevistado.

Produzida por Dubmastor, a música fala sobre a expansão do negro na nossa sociedade que ainda é tão racista. Um preconceito péssimo que corre como um vírus e que muitas vezes é velado, outras aparece através de piadas (de muito mal gosto) e é negada por alguns. Porém, infelizmente, o racismo cada vez mais aparece bem explícito.

Sobre a expansão do negro em nossa sociedade, MV Bill faz uma reflexão. “Ocupamos espaços que antes eram vistos como algo que não nos pertencia. A inteligência e a informação, sobretudo a educação, fez com que muitos desses quadros começassem a ter uma mudança, ainda fora do ideal, mas uma mudança que já incomoda, a ponto de alguns racistas desinibidos, fazerem piadas, com mazelas que acompanham ainda uma boa parte da população negra, com alguns estigmas que marcaram boa parte da nossa história, mas negligenciam o crescimento e a expansão do nosso povo”.

Foto: Pedro Menezes

Já para a Rolling Stone Brasil, o rapper fez uma comparação entre os dias de hoje e 1999, ano em que foi acusado de apologia ao crime em uma música. “Eu seria preso e talvez até morto, e com o aval da sociedade. Atos de racismo tinham o silêncio como resposta. Hoje eles tem aplausos, o que é pior”.

E sobre “Vírus” MV Bill ressalta “Em momentos de indignação, esse som vai estar lá presente”.

MV Bill sabe como ninguém falar sobre a realidade da sociedade brasileira. Seu novo tema é muito importante para refletirmos em como combater o racismo e serve para demonstrarmos que ainda temos que evoluir e muito nesta questão. Não podemos mais ficar calados e temos que combater todo e qualquer tipo de preconceito.

Além de poeta, o rapper sempre contribui para nossa cultura, para nossa reflexão e para o país. Um orgulho para todos nós.

Jogo Virou

A dupla Cacife Clandestino lança sua trilogia pela Medellin Records e quem escolheu o primeiro clipe foi o público.

“Jogo Virou” foi escolhida por votação e estava concorrendo com as faixas “Contravenção” e “Manos”. E a música ganhou um vídeo muito bacana.

A produção dirigida pela dupla Guido Santos e Edvaldo Neto mostra parte da “família cacife” interpretando o tema, junto com fotos de bastidores do Cacife Clandestino.

A canção “Jogo Virou” foi composta por Felp22 que se inspirou em suas vivências. A letra fala sobre driblar as adversidades para se tornar vencedor.

Nas próximas duas terças de Maio serão lançados os clipes das outras duas faixas que também são composições de Felp22.

Sobre suas composições, Felp conta “A inspiração é do dia a dia, todo dia é uma história diferente, vivendo com pessoas de histórias diferentes das nossas. No fim tudo tem uma semelhança e tentei sintetizar tudo isso, para que todos abraçassem um pouco de cada frase que foi escrita, que foi dita. Foi tudo vivido e estamos gritando aquilo através das músicas”.

Eminência Parda

Contestador e trazendo uma poesia de primeira, Emicida lança “Eminência Parda”. E ele reuniu um time de peso, os rappers Jé Santiago e Papillon e a cantora veterana Dona Onete.

A música ganhou um clipe dirigido por Leandro HBL em forma de curta-metragem. na produção vemos uma família negra bem-sucedida indo comemorar em um restaurante top para comemorar a graduação da filha.

Nesse estabelecimento, os clientes todos brancos observam os quatro com desconfiança, espanto e até mesmo nojo. Muita cenas mostram como essas pessoas imaginam a família. Eles aparecem como mendigos, passando necessidade e fome, funcionários da limpeza e até como escravos.

Esse vídeo é muito importante para refletirmos o preconceito velado que ainda temos em nosso Brasil. É tempo de nos inspirarmos nele e lutar ainda com mais gana contra esse absurdo que ainda temos na nossa sociedade, o racismo.

Os versos da música também nos fazem refletir e querer um mundo melhor. E é muito bacana a participação de Dona Onete que canta versos de “O Canto dos Escravos”.

Emicida revelou o significado de Eminência Parda. “Em política, eminência parda é o nome que se dá quando determinado sujeito não é o governante supremo de tal reino ou país mas é o verdadeiro poderoso”.

O single produzido por Nave estará em “Permita Que Eu Fale”, o terceiro disco de Emicida, ainda sem data de lançamento.

Celta Vermelho

Projota sabe como ninguém fazer versos que impactam a gente nos faz refletir. Não podia ser de outra forma seu single autobiográfico “Celta Vermelho”.

A letra da nova música conta um pouco da história dos pais do cantor, como foi a infância de Projota e sua primeira conquista material, um carro do modelo Celta na cor vermelha.

A faixa ganhou o clipe gravado nas ruas de São Paulo. A grandiosa produção mostra Projota em meio a carros e andando pelas ruas, cantando sua história. O pai do rapper, seu irmão, sua vó e sua noiva participam do vídeo.

Projota conta um pouco sobre como foi comprar seu primeiro veículo.”O ano era 2010. Eu cantava nos eventos e, em seguida, descia do palco com os CDs na mão para vender para a galera. Meu DJ, o Zala, me emprestou 2 mil reais pra eu dar de entrada no carro e eu financiei o restante. Não tem o ‘Sonho Americano’? Nessa época eu conquistei o sonho brasileiro: um apê alugado e um celtinha financiado”.

O artista também revela, “Sempre gostei de carro e sonhei em tê-los. Quis mostrar (no clipe) a conquista dos meus sonhos mostrando o primeiro que tive e o último. O Celta entra num no viaduto e sai outro lado o Corvette. Mas para alcançar esses sonhos não foi nada rápido. Foi tudo conquistado com muito trabalho. Estive sob o viaduto por 10 anos”.

O diretor do videoclipe Gustavo Tissot, fala sobre o conceito da produção. “Essa ideia veio do Projota. Ele queria deixar registrada a importante participação da família em sua trajetória. Foi muito marcante. No meio de tanta gente, a avó, o pai e o irmão olhavam para o Projota e conectaram toda a história. Além deles, também estavam presentes os seus amigos, que fizeram parte de sua vida. É um clipe que homenageia pessoas, momentos e situações”.

Sei Lá

Com muito romantismo e música à voz e violão, Projota se une a Vitão e lança a linda e emocionante “Sei Lá”.

A música ganhou um clipe gravado em um estúdio em São Paulo. Simples e muito bela, a produção mostra os dois cantores da Universal Music interpretando o tema e colocando suas emoções para fora.

A diretora do vídeo, Mari Zdravca, conta “Tínhamos a proposta de fazer um clipe monocromático em estúdio. Escolhemos a cor azul, que achamos que combinava com cena da chuva. Esse momento, aliás, foi bem engraçado. Eles nunca haviam filmado com chuva e cantar enquanto caía a água e com o clima frio foi um baita esforço”.

Sobre a inspiração ao compor a música, Projota revela “Durante um tempo, várias pessoas diziam que não valia mais a pena você acreditar no amor e que o casamento é uma organização falida. E eu pensava ‘Sei lá, acho que um dia isso vai dar certo para mim’. Eu sou um sonhador. E agora eu tô aqui quase casado, né? A sorte veio”.

O rapper elogia o companheiro de música, “Vitão é incrível. Ele trabalhava lá na Head Media quando eu produzi essa faixa e veio me mostrar uma versão violão, um outro arranjo que ele tinha feito. E olha aí no que deu”.

O novo single está no novo disco de Projota,”Tributo Aos Sonhadores I”.

Mil Coisas

Sempre bom respirar um pouco e deixar a dura realidade para falar de amor e ternura. Emicida e a cantora Drik Barbosa se unem em “Mil Coisas” com muito amor e carinho.

A letra que afirma a fé na vida, foi composta pelo rapper junto com Thiago Jamelão. O single ganhou um clipe dirigido por Evandro Fióti. Nele vemos os dois artistas em estúdio.

Sobre a nova música, Emicida reflete “Eu sempre penso que foto é um momento que você busca eternizar. Nesse retrato que é a ‘Mil Coisas’, a gente reflete sobre a força de uma boa companhia, de como, às vezes, isso é tão potente que parece ter força para vencer todos os males do mundo”

A respeito da parceria o artista conta “Drik e eu somos reconhecidos por linhas mais cortantes a respeito da realidade. Mas isso não significa que não tenhamos nossos momentos de sonho e fragilidade. A ‘Mil Coisas’ é isso”.

Emicida mostra com esta canção, que além de falar muito bem sobre a dura realidade do país, também é um poeta exímio a falar de amor. E a música não poderia deixar de ter a doçura da voz de Drik para falar sobre esse sentimento.

Não é Desenho

Rashid, gênio do Rap acaba de lançar “Não é Desenho”que nos lembra a dura realidade da vida, mas lembrando que somos heróis do nosso dia-a-dia.

O single ganhou um clipe simplesmente incrível. Inspirado nos HQs, e com poucas cores e estilo que remetem a estética do filme Sin City, a produção traz uma animação onde o cantor anda pela cidade mostrando sua arte.

Foi utilizado uma técnica de animação chamada ‘Rotoscopia’, na qual utilizam imagens reais e por cima delas é efeito um desenho quadro a quadro.

A nova música traz a batida do Rap, digamos mais clássica, e pesada. A letra além de falar da dura realidade de nosso país, menciona os heróis da ficção e da vida real, para trazer esperança mostrar que todos podemos ser heróis mesmo não tendo super poderes.

Sobre a canção o rapper conta, “É um paralelo entre nossa realidade e aquilo que gostaríamos que ela fosse criando uma ponte entre os mundos”.

O clipe foi feito pelo estúdio Miopia (de Gustavo Magalhães) através da produtora Giramundo Filmes. o estúdio foi responsável também pela arte do primeiro livro do Rashid, “Ideias Que Rimam Mais Que Palavras” lançado em 2018.

Splashin

O rapper Rich The Kid lança o novo single “Splashin” para o seu próximo álbum, “The World Os Yours 2”.

Com direção de Arrad, no clipe o rapper e alguns parceiros experimentam uma poção mágica de um laboratório e em consequência sofrem efeitos corpóreos e ganham maior confiança em si mesmos.

O novo single fala sobre as conquistas financeiras do cantor e que nenhuma mulher conseguirá o explorar e nem acabar com tudo que conquistou, caso ela seja interesseira.

Mete Dança

Mais uma vez Rincon Sapiência chega com tudo com o seu talento. Dando dando.ainda mais voz ao brasileiro, o rapper lança “Mete Dança”.

No clipe com direção de Luba Construcktor, vemos alegria e a beleza do povo da periferia. As gravações foram feitas na zona leste de São Paulo na Vila Silvia e na Cohab 1, muito visitadas pelo cantor em sua vida.

A nova faixa mistura o Rap com o Pagode Baiano, que traz beats eletrônicos juntos à percussão e guitarra. O título da música, inclusive, é um termo muito utilizado no pagode baiano para dizer que a pessoa dança muito e muito bem.

O single é um lançamento do selo MGoma, do próprio rapper. Segundo comunicado à imprensa, o novo sucesso celebra o protagonismo da periferia com a luta pelos espaços de poder, por meio da manifestação cultural.

Sobre a inspiração no Pagode Baiano, Rincon diz “O Pagode Baiano naturalmente convida os corpos a se deixarem envolver com o som. O aprofundamento na pesquisa musical nos últimos anos, me levou a trabalhar com a proposta de dar destaque à expressão corporal nos meus clipes e performances ao vivo no palco”.