Me Gusta Entrevista – Pedro Batístella

O Me Gusta teve a felicidade de conversar no Sábado (23/09) com uma grande revelação da música brasileira, o talentoso e carismático cantor e compositor Pedro Bastístella em São Paulo. Falamos sobre carreira, inspirações e claro, sobre o novo trabalho do artista, o disco ‘Lúcido’, um álbum que me conquistou e que tenho certeza que irá te conquistar também.

A música na vida de Pedro

O avô de Pedro tinha um bar (Via Brasil) onde rolava música ao vivo, além de a música fazer parte da rotina da casa do artista. Após sair de Santa Catarina, onde morava, e voltar para o interior de São Paulo, Batístella começou a fazer parte de coral e a fazer teatro. Aos 17 anos em São Paulo gravou alguns covers com Marcelo Mira (Alma Djem), além de fazer aulas de canto e atuar em coral, até que se sentisse seguro para levantar vôo. Contou também com o apoio do grande produtor Fernando DeepLick.

Outra experiência que Pedro nos contou foi quando após escrever suas primeiras músicas (em inglês) e fazer intercâmbio, foi a Londres gravar com a talentosa Macy Gray, porém a parceria não deu certo por questões burocráticas e então não foi lançada, o deixando muito frustrado.

Inspirações musicais e composição

Perguntamos ao Pedro em quais artistas ele se inspira. Ele disse que curte muito Marisa Monte, Elis Regina, o cantor Seal que tem uma grande potência vocal além de ter um “look legal” com um “visual cool”, a Pink que canta e compõe muito bem e Joss Stone que é muito espirituosa e pé no chão e que ele já teve a honra de conhecer. Pedro revelou que os estilos musicais que compõem seu som são a MPB e o Pop com influência clássica e um pouco de música eletrônica.

E como se dá o processo de composição de Pedro? Bem, o processo acontece de muitas maneiras e em diversos lugares. Pode acontecer na praia, ao comer, em casa e até no chuveiro. Para Batístella, escrever é a forma “mais fácil de traduzir o que sente” e conhecer outros cantores serve de incentivo para encontrar o “caminho certo”.

No começo as letras do artista eram mais tristes e introspectivas e hoje em dia são mais jovens e de acordo com a idade dele. Contou que escreveu três faixas inéditas (em uma semana), que vão entrar em seu repertório de shows e que elas são felizes, para frente e mais jovens e dançantes.

‘Recomeçar De Vez’ e parceria com Roberta Campos

No disco ‘Lúcido’, Pedro Batístella contou com a participação mais do que especial de Roberta Campos na linda faixa ‘Recomeçar De Vez’. Após receber a canção, a cantora que Pedro sempre admirou, disse que a iria gravar, pois se identificou com sua mensagem. Segundo Roberta, esta música refletia o momento em que vivia e soava de forma verdadeira e muito honesta, uma das mais honestas que já ouviu.

‘Recomeçar De Vez’ fala sobre ele mesmo a partir da análise de tudo que Pedro já fez de errado e de certo e das dificuldades que passou. É um “hino de alta estima” e desperta nas pessoas a garra para seguir em frente e tomar novos ares após passar por situações difíceis e ficar no “fundo do poço”. Um incentivo para se reerguer, resgatar a alta estima. E não necessariamente fala sobre recomeçar após o fim de uma relação amorosa. É sobre o recomeçar após qualquer tipo de percalço e problemas (relação abusiva, doença, decepção com um amigo etc).

Publicidade

Pedro Batístella é formado em Publicidade e quisemos saber dele se de alguma forma isso contribuiu para sua carreira de cantor e como artista. Contou que serviu para ele abrir os olhos ao mundo onde tudo é publicidade e há muitas coisas a serem mudadas, e assim ficar mais experto quanto à criação de necessidades que não são verdadeiras e que o mundo publicitário cria, induzindo às pessoas a terem inseguranças desnecessárias.

O fez entender melhor a psicologia e a filosofia. No disco novo não há nenhuma influência da área, porém nas músicas novas ele usou a experiência no sentido de abrir os olhos para o mercado musical que tem apelo comercial e músicas chicletes, claro sem perder a visão artística e qualidade musical.

Processo de gravação e escolha de faixas para ‘Lúcido’

O álbum ‘Lúcido’ foi todo feito sem ajuda para captação de recursos e levou um ano para ser gravado. Além de economizar, o cantor conseguiu recursos vendendo coisas pessoais. Ele queria que o disco tivesse a sua cara refletindo o momento em que vivia e ele queria ser extravagante realizando sua vaidade artística e priorizando sua inspiração e o que era importante para ele em seu trabalho.

A mixagem do disco foi feita por Dave Reitzas (‘Thriller’ de Michael Jackson) e perguntamos a ele como surgiu essa parceria. O artista contatou e enviou seu material para Dave e foi muito sincero, dizendo que não tinha recursos, mas que queria muito trabalhar com ele. Para surpresa de Pedro, a resposta chegou em duas horas. Reitzas telefonou e disse que adorou as influências de violino que suas músicas tinham e que aceitava atuar na mixagem. No mês seguinte, Pedro viajou e foi ao estúdio, o qual amou. Nele havia muitas fotos da história do estúdio e vídeos do processo de gravação de ‘Thriller’ do Michael Jackson. Foi muito enriquecedor. Para Batístella, Dave levou o disco a outro nível e foi presente de corpo e alma no processo de mixagem, levando o trabalho para o caminho desejado. Pedro ficou muito orgulhoso, feliz e satisfeito com o resultado do disco que foi feito com base em seu próprio trabalho e esforço.

Ao todo o disco tem oito faixas e perguntei a ele como foi o processo de escolha do repertório. E o que ele contou foi incrível. O número de músicas tem a ver com numerologia e também com os chakras (cada faixa se refere a um deles). A primeira representa o chakra vermelho (da base, da raíz) e a segunda o chakra laranja (criação de vínculos). A terceira música aborda o homem e a mulher, a quarta representa o chakra do coração, a quinta é sobre expor o que se sente de forma honesta e a sexta tem referência a mitologia grega e as fiandeiras que conduzem o tempo de vida das pessoas e  que nem Zeus (o maior dos Deuses) consegue controlar e a sétima fala sobre seguir a intuição. Já  a última canção fala sobre o recomeço após o fim de um ciclo.

Até o encarte tem um conceito incrível. Vemos uma árvore criada por Tereza Bettinardi (responsável pelo projeto gráfico e capa) e ela representa todas as etapas do disco pelas oito músicas. Ela tem sua raiz e vai crescendo até que após dar frutos, gera a semente que representa o recomeço de tudo. Uma analogia linda, assim como a das canções que compõe ‘Lúcido’.

PEDRO BATISTÉLLA Foto: Leo Martins
Foto: Léo Martins

‘Francis K’

Uma faixa que chamou muita atenção por sua letra, sua mensagem e por ser tão atual foi ‘Francis K’, onde ‘Francis K’ pode ser menino, menina e se veste conforme sua identidade de gênero ou por estilo, gosto. A inspiração surgiu após Pedro conhecer o maquiador  Guilherme Chapina que falava de forma muito natural sobre sua sexualidade e que sabia como era se sentir diferente. A música não fala apenas sobre transexualidade e drag queens, aborda também a mulher, o gay e a lésbica e sobre o direito de você se vestir e se portar conforme se sente bem, se identifica. Para ele é mais do que uma mensagem de empoderamento, é sobre a identidade de cada um que se forma de forma natural, bem como a sexualidade.

‘Todo Dia’

A música ‘Todo Dia’ tem uma letra que conversou comigo desde a primeira audição. Me senti como se tivesse ouvindo uma história que já vivenciei em algum momento da vida. E ao perguntar a Pedro Batísttela como ela surgiu, fiquei mais identificado com ela.

Ao escrever a canção, o artista se inspirou em um relacionamento amoroso que ele teve e que durou apenas uma semana. Nesses dias, ele ficou na casa de seu amor, vivendo a dois em uma rotina onde saiam apenas para fazer compras. Uma faixa que conversa com qualquer pessoa apaixonada, em começo de namoro. Uma fase onde se idealiza a outra pessoa, sem ver nem os defeitos dela. Pedro disse que é uma música leve, apaixonante, sensual e quente.

Divulgação do disco

Pedro Batístella me contou que a s pessoas estão muito receptivas ao disco novo e que isso também se deve ao pessoal que o ajuda e o acompanha. Para divulgar o trabalho, ele já participou de programas de TV e continuará a aparecer na telinha. Agora começará a divulgação nas rádios, o que o deixa muito animado, uma vez que a rádio diminui a distância entre as pessoas através de sua música. Pedro espera que com a execução nas rádios, as pessoas se aproximem e que o ouçam com mais constância. Também o cantor vai focar no ao vivo e já prepara o repertório de seus shows.

Sonho como artista

Perguntei a Pedro, qual seu maior sonho ou meta como artista. Ele me disse que é ser feliz com o que está fazendo e poder transmitir para o maior número de pessoas. Também revelou contou que está realizado com seu trabalho e sua música.

 

Pedro Batístella é daqueles cantores que se entregam de corpo e alma ao cantar e ao falar de sua paixão pela música. Um cara muito pé no chão e batalhador, que não desiste de seus sonhos e do que acredita. Durante a entrevista vi o brilho de seus olhos ao falar de sua carreira e sobre sua arte, mostrando como é um artista entregue, sensível e que ama o que faz. Além de tudo sua voz é linda e única. O Me Gusta tem certeza que a música de Pedro Batístella vai inspirar e emocionar muitas pessoas e será sucesso pelo país. É só o começo de uma linda e brilhante carreira.

me gusta entrevista
Com Pedro Batístella após a entrevista
Anúncios

Me Gusta Entrevista – Perí

O Me Gusta teve a oportunidade de conversar na quarta-feira dia 5 com o cantor e compositor Perí na Fnac da Avenida Paulista em São Paulo. Muito gente boa, ele me recebeu com muito carisma e simpatia.

Antes de fazer a primeira pergunta o cantor já me contou que gostava muito de falar sobre seu trabalho e se mostrou muito à vontade e contente em poder falar de sua carreira.

Minha primeira curiosidade foi em saber como surgiu seu amor pela música. Ele contou que começou a cantar aos 9 anos profissionalmente e que foi sempre incentivando pela família. Após saber de um teste para entrar em um coral de um grupo austríaco, ele conseguiu a vaga com 10 anos de idade. Já o teatro apareceu no final da faculdade após ver no jornal um anúncio para o primeiro grande musical no Brasil, no qual garantiu sua vaga.

Sobre o seu processo de composição, Perí hoje em dia costuma escolher um tema e começar a escrever, até “saturar a lixeira”. Para ele quando a lixeira está cheia é um bom sinal, pois mostra que depois de tanto tempo conseguiu escrever uma boa música e que o seu medo da crítica está bem baixo.

Sobre suas inspirações, elas vêm do momento que ele compõe através daquilo que está vivendo. Para seu mais recente disco a inspiração foi o centro de São Paulo, onde viveu intensamente nos últimos tempos.

O Me Gusta não podia deixar de falar com Perí sobre sua passagem pela banda Nove Mil Anjos (com Junior Lima, Peu e Champignon). Ele me disse que ” se está aqui hoje foi por passar por lá” e que foi uma época muito importante para sua carreira. A visibilidade do grupo o fez conhecer muitas pessoas e aprender com os erros e os acertos. Foi muito marcante para ele ter tido um celular da Nokia com conteúdo exclusivo da banda e que foi um estouro em vendas de 2008 a 2011. Também revelou que a amizade com Junior Lima permanece até hoje.

Com a banda Perí aprendeu a entender melhor a profissão de músico e como ser um profissional melhor. Foi a base para depois recomeçar quase do zero.

‘O Mar Atravessou A Rua’, o novo álbum de Perí, retrata o centro de São Paulo e a ideia surgiu pela necessidade do cantor de se reaproximar dele mesmo, que passando pelo centro da cidade teve contato com “as pessoas do dia a dia e que sabem o preço real das coisas”. Tudo isso surgiu de sua revolta interna e existencial junto ao cotidiano caótico de São Paulo, uma cidade cheia de diversidade onde se encontra o mundo inteiro.

O novo trabalho foi dividido em duas partes principalmente por terem muitas músicas e as faixas da segunda parte são mais conceituais e as preferidas de Perí estão na primeira.

Uma cantora que todos nós admiramos e que Perí teve a honra de fazer parceria foi Rita Lee. Aconteceu pois sua amiga era backing vocal da roqueira e assim ele pôde acompanhar o trabalho da equipe durante um show no Rio de Janeiro. Conheceu Rita Lee e depois de um tempo ela estava compondo a faixa ‘Eles Amam As Loucas” que não tinha ainda terminado e pediu para que ele terminasse.

Ao ser perguntado sobre seu sonho como artista, Perí contou que deseja ter sempre a “capacidade de agregar na vida de muita gente”. Ele quer também ser visto como alguém que “tá aí”, teve vivência e ser respeitado por sua história através do tempo. Ressaltou a importância de achar o caminho certo para ser útil através de sua música e o desejo de cantar na TV e em festivais.

Aproveitei para saber as maiores referências da música para ele. O artista contou que vem acompanhando as batalhas de rimas de MCs e que as suas inspirações nessa área são Sid Mc (para ele a expressão pura do que é fazer rima), o MC BMO (que com 14 anos já é muito talentoso) e MC Vick (grande representante das rodas de rimas de São Paulo). Também tem como inspiração Lenine, Mano Brown e Chico Buarque. Admira Pitty que faz uma música em seu próprio tempo, além de Daniela Mercury e Ivete Sangalo que fazem suas próprias artes e não deixam barato, afirmando aquilo que acreditam. Na parte de Business, disse que Kiko do Megadeth é uma meta a seguir, além de ser uma grande inspiração artística.

Duas faixas de seu novo projeto me impactaram bastante e conversamos sobre elas. ‘Motorista Do Bus’ para ele conversa com um povo que sabe que ninguém é bobo e que briga pelo que acha certo. É uma faixa que foi feita após o cantor presenciar o relato de uma mulher que não chegou a tempo no trabalho devido a um tiroteio e através de conversas de um cobrador de ônibus. Esta música foi feita para dar voz às pessoas e aos seus pontos de vista, além de incentivá-las a não parar de lutar.

Já ‘Soul Vive’ é um pedido por educação e condições básicas, como saúde e saneamento básico. Ele comentou que todos somos vítimas e que para mudar a situação política do país, é necessário antes que repensar a Constituição.

O novo single de Perí é ‘Corações Em Nuvens Distantes’ e foi inspirado no grupo Favela Vip que faz as chamadas ‘Story Telling’ (contar histórias através de sua arte). Sua composição ocorreu após o artista ver uma menina no Vale do Anhangabaú que estava com sua pasta de trabalho e foi enquadrada de forma machista e forte, de um “jeito que nunca se faz nem com um bandido”.

Os próximos passos de Peri é continuar divulgando seu novo projeto e depois montar a sua agenda de shows e assim levar sua arte às pessoas ao vivo e “reencontrar a galera”.

Nossa conversa foi muito produtiva com olho no olho e muita sinceridade. Perí é um artista que ama o que faz e mostra no olhar todo seu amor pela música, além do respeito e carinho pelo seu público.

Com Perí após a entrevista

Me Gusta Entrevista – Clau

O Me Gusta teve o prazer de conversar pessoalmente nessa Quarta-feira, na sede da Universal Music de São Paulo, com a talentosa Clau, a nova aposta do Hip Hop e do R&B brasileiros.  Fui muito bem recebido por Clau com um lindo sorriso e brilho nos olhos, o mesmo brilho que vi durante toda a entrevista enquanto ela falava de seu trabalho e sobre música, sua grande paixão.

Nossa primeira pergunta foi bem básica, mas que sempre gostamos de saber sobre nossos artistas queridos. Perguntei como surgiu o amor pela música e Clau me contou que esse amor surgiu por ela mesma, sem incentivos. Desde criança adorava desenhar, dançar, tudo relacionado à arte. Alem de cantar ela também compõe e suas inspirações na hora de escrever são diversas, desde seus sentimentos, sua visão de vida, situações que vive até mesmo uma batida que a inspira. Seu primeiro single ‘Menina De Ouro’, inclusive surgiu através de uma batida. Ela me contou também que na hora de compor também leva em conta a mensagem que quer passar para as pessoas.

Sobre a maior dificuldade na carreira, Clau contou que foi a de ‘existir uma carreira’. Em Passo Fundo, sua cidade natal não havia exemplos de pessoas que cantavam e que tiveram a oportunidade de fazer sucesso. O jeito que ela conseguiu de mostrar seu talento foi o You Tube. Ela sempre teve muita vergonha de cantar em público e começou a vencer essa barreira postando seus covers na rede e assim as pessoas começaram a acompanhá-la e ela percebeu que as pessoas enxergavam o seu talento e gostavam de ouvi-la cantar.

Perguntei como era para ela tão jovem começar a fazer sucesso. A cantora me disse que nunca tinha imaginado isso e que aconteceu de surpresa. Ela sempre seguiu sua intuição para tomar decisões de carreira e seguir seu caminho até que apareceu a oportunidade de poder se lançar junto a Universal Music. Sobre pensar em desistir de cantar, Clau já passou por isso em muitos momentos por achar que aquilo não era para ela, que estava sonhando muito e que devia se contentar com coisas que já tinha. Porém sua intuição mostrava que cantar era o que amava fazer e o que queria para sua vida e que era isso que ela tinha que fazer, sem desistir.

O single ‘Menina De Ouro’ foi inspirado na competição consigo mesma “para se superar a cada desafio que o mundo coloca” e sua letra foi escrita também pensando na dança e na coreografia que ela já tinha em mente.  Sobre o clipe da faixa, foi pensado de uma maneira em que pudesse ser gravado em plano sequência e que mostrasse a força de sua coreografia e que refletisse a força da mensagem que a música passa. Aproveitei para saber o que ela tinha a dizer sobre o empoderamento feminino. Ela foi franca e disse que é algo muito importante de se transmitir em canções e de salientar. A cantora ressaltou a importância das mulheres se identificarem uma com as outras e de serem inspiradoras e mostrarem poder e ousadia sendo seguras de si.

Eu curioso, quis saber como foi para ela quando gravaram pela primeira vez uma composição dela. Clau contou que foi uma surpresa, algo que nunca tinha imaginado, ainda mais tendo sido gravada por um grupo que sempre gostou, o Pólo. A canção foi a faixa ‘Overdose De Amor’, escutada pelo conjunto no celular do produtor Pedro Dash. Foi muito importante por ser a primeira vez que ela percebeu que alguém podia gostar de suas letras e que elas podiam ser usadas por outros artistas.

Eu quis saber dela com quais artistas ela gostaria de dividir o palco. Ela contou que Beyoncé serve muito de inspiração para ela como cantora e também como pessoa e da maneira em que conduz sua carreira e que seria ótimo cantar com ela.  Também gostaria muito de fazer dueto com Ed Sheeran e com o Criolo, uma grande referência do RAP nacional e por sua musicalidade.

E o que Clau pode adiantar sobre seu primeiro disco pela universal? Ela contou que ainda vai lançar singles e clipes, como por exemplo a faixa ‘Não’, que fala sobre autoconfiança e de não deixar ninguém  interferir em sua vida. Além de adiantar que podemos esperar duetos. Depois de trabalhar suas faixas, ai sim será lançado o disco e virão shows por aí.

Para finalizar pedi para Clau contar o que gostaria de dizer para as pessoas que estão começando sua carreira. Ela disse que não se deve desistir e que é importante além de dizer ‘Sim’, dizer ‘Não’ quando necessário e para aquilo que não concorda ou não acredita. Incentiva também que o artista se aprimore ao máximo e que vá atrás de seu sonho enxergando valor no que faz. E que sendo verdadeiro, alguém vai se identificar e vai gostar de seu trabalho.

IMG_20170621_180038_011
Eu com a Clau após a entrevista

Foi muito bonito ver uma cantora tão jovem e talentosa mostrar tanto amor por sua arte e maturidade para seguir sua carreira. Seu brilho nos olhos chamou muita atenção e mostrou o como Clau ama a música é como e verdadeiro tudo o que ela faz. Com certeza a cantora terá muito sucesso e vai inspirar muitas pessoas com suas mensagens e sua arte pelo Brasil a fora.