Me Gusta Entrevista : Nina Fernandes

Texto e entrevista por André Rossanez

Com apenas 19 anos, Nina Fernandes já é um dos grandes nomes da nova geração da música brasileira e lança o seu EP “Digitando” pela Slap / Som Livre.

Após conseguir a marca de 2 milhões de acessos no You Tube com clipe de “Cruel”, Nina lança o clipe do seu mais recente single “Arroz Com Feijão”, em parceria com Outro Eu. A direção do vídeo foi por André Godói.

O Portal Me Gusta teve a honra de conversar por telefone com Nina Fernandes. Ela me contou um pouco sobre sua carreira, seu mais recente EP e do seu novo hit. Você vai saber tudo que conversamos.

Portal Me Gusta: Como surgiu a música na sua vida?

Nina Fernandes: Eu sempre gostei muito de ouvir música desde pequenininha e a minha casa sempre foi muito musical. Meu avô colecionava disco de vinil e eu herdei essa coleção, hoje em dia é muito difícil ter disco de vinil, mas sou apaixonada. Acho que a música estava presente em todos os momentos do meu dia. Minha mãe gostava muito de cantar para mim e quando eu tinha uns 15 anos eu fiz muitos amigos no meio da música. Minha família era do rio, então eu ia bastante para lá e fiz um amigo da música que fazia “Malhação” lá no Rio e eu ia visitar muito ele. Ele me apresentou para esse meio artístico carioca e eu comecei a gostar mais de ouvir música brasileira e a me interessar mais nos jovens da cena musical do Brasil também. Foi mais nessa época que eu comecei a fazer as minhas músicas. Fiquei apaixonada e comecei a ver isso mais como algo profissional.

Me Gusta: Como se deu a escolha do repertório do EP “Digitando”?

Nina: Acho que foi meio que uma mistura de músicas que fiz nos últimos anos, depois que lancei o meu primeiro trabalho em 2017. No caso da “Arroz Com Feijão” que a gente tá trabalhando agora, por exemplo, acabei escolhendo no momento em que eu realmente a gravar o EP, mas eu tinha o sonho de gravar ela já fazia um bom tempo. Na mesma época que eu tinha uns 15 anos, conheci o Mike da banda Outro Eu, que me mostrou essa música ainda em uma fase embrionária, um pouco menos parecida com que ela é hoje e disse para mim que eu deveria gravar. Eu não tinha nenhum trabalho autoral então me apaixonei pela música e a primeira oportunidade que tivesse queria gravar, mas o tempo passou e a gente deixou ela de lado. Até que percebi que ela tinha tudo a ver com essa história que eu queria contar no “Digitando” e coloquei ela.

Me Gusta: Como foi a gravar o clipe do single “Arroz Com Feijão”?

Nina: Foi muito lindo. Não tenho muitos clipes, mas esse foi talvez o que tenha sido mais divertido de gravar. A gente gravou na madrugada, num parque de diversões com amigos, fãs e administradores de portais de São Paulo. Foi muito bom, porque juntou muita gente que eu gosto e foi ótimo trabalhar com a ‘Pródigo Filmes’ e com o André Godói, diretor maravilhoso, que amo. Foi uma experiência única, desde que eu gravei o primeiro clipe de “Cruel”. me apaixonei muito por esse cuidado com a produção de arte e com a fotografia usada para contar a história que eu conto com a música. Eu já imaginava como iria ficar e fico muito feliz com o resultado e feliz que não foi algo sofrido para ser feito, foi muito gostoso.

Capa do EP “Digitando”

Me Gusta: Seu processo de composição, como acontece?

Nina: Eu costuma escrever muito sobre coisas que aconteceram comigo, mas acho que ao longo desse meu processo de amadurecimento artístico fui aprendendo que também faz parte da trajetória do compositor, entender em algum momento que a gente precisa se sensibilizar também com a história de outras pessoas. Talvez essa tenha sido a evolução mais legal que observei entre o trabalho que fiz em 2017 e o “Digitando”, porque nessa época que percebi que a a gente não precisa necessariamente falar sobre assuntos que estão ligados a esse universo de relacionamento e que o amor está em muitas coisas da nossa vida. Acho que também falar sobre quem se admira e a passagem do tempo, enfim, são coisas que acabaram sendo legais e intuitivas de fazer e fico feliz. Então tem de tudo, um pouco da minha vida e o que observo o meu entorno.

Me Gusta: Uma música que chama muita atenção é “Alice”. Qual foi a inspiração para essa canção?

Nina: Eu gosto muito do resultado dessa música. Engraçado, porque eu não esperava que ela pudesse ter qualquer tipo de identificação com o perfil que o público da minha música tem, pois essa música é muito específica. Ela você fala sobre uma menina. A minha inspiração foi a atriz Alice Wegmann, que é uma atriz que eu amo e acompanho o trabalho já tem alguns anos. A primeira novela que assisti, quando era pequena, se chamava “A Vida Da Gente” e ela fazia uma tenista e aquela menina me encantou porque era muito espontânea. Depois teve uma série da Globo, “Onde Nascem Os Fortes” e Alice fazia uma menina que chamava Maria e que me emocionou muito. Eu nem assistia a série, mas liguei a TV um dia e vi uma cena dela que me emocionou muito, me deixou mexida e comecei a ver a série. Me apaixonei pela personagem e já era apaixonada pela Alice e decidi escrever uma música em homenagem a ela, e trazendo alguns elementos do Nordeste, afinal essa série se passava lá. E foi especial explorar esse universo. Tem uma coisa do ritmo, da música visceral nordestina, mas eu quis puxar um pouco mais para o Folk e com elementos eletrônicos, trazendo mais para o meu universo.

Me Gusta: Como é sua relação com seus fãs?

Nina: Eu tenho uma relação muito próxima. Acho que as redes sociais têm esse lado bom, de aproximar a gente e é muito imediato, muito fácil mesmo. É para isso que faço o que faço, para falar com quem quiser me ouvir. É uma relação muito boa.

Me Gusta: Do do que você puder adiantar, o que podemos esperar do que vem por aí?

Nina: Eu quero até o final do ano lançar um EP novo. Não sei se no final do ano, ou no início do ano que vem pretendo lançar um disco, mas ainda tô entendendo o jeito como as pessoas estão consumindo música. Percebi que é bastante diferente que no passado, em que a gente fazia o CD grande. Então penso mais em de repente, trabalhar com singles e talvez um EP um pouco maior. Mas por enquanto estou super focada mais no show. É um sonho realizado fazer o que eu estou fazendo agora. Estou muito feliz e acho que até o fim do ano acaba esse processo de divulgação do “Digitando”.

Super talentosa e com uma voz doce e gostosa de ouvir, Nina Fernandes vem conquistando cada vez mais o seu espaço na música nacional.

É uma artista que ama muito o que faz, algo que apenas com sua maneira de falar consegui perceber nitidamente ao telefone. E o amor pela música, combinado com sua simpatia e suas belas composições, a torna uma das melhores cantoras da cena atual.

Me Gusta Entrevista : Julia e Rafaela

Texto e entrevista por André Rossanez

O Portal Me Gusta, teve a honra de entrevistar as irmãs gêmeas Júlia e Rafaela. A dupla que está conquistando cada vez mais o Brasil, me recebeu na sede da Universal Music em São Paulo.

Muito alto astral e simpáticas, as meninas estavam muito animadas e felizes. Elas me contaram um pouco da história da carreira delas, suas inspirações, como é trabalhar entre irmãs e detalhes do novo EP “Despertar – Ensaio” e do single “Cancela Essa Briga”.

EP “Despertar – Ensaio”

A Música

A música é muito presente na vida das irmãs desde crianças. Rafaela conta “A gente tinha cinco anos de idade e morava em Campo Verde no Mato Grosso, e fomos criadas na fazenda. Sempre que meu pai levava gado para outras fazendas de caminhão a gente ia junto e ele escutava muito Gino e Geno e Teodoro e Sampaio, e a gente decorava todas as músicas e cantava e meu pai sempre gostoava, achava legal”.

Julia lembra os primeiros passos no mundo da música. “Uma vez me inscrevi no festival de música na minha escola, mas por causa dos prêmios. Eu não estava nem aí se estava cantando ou não, eu tava brincando e não ganhei. Depois de um tempo eu e a Júlia estamos vendo novela, que era “A Favorita”, e a gente escutou a música “Beijinho Doce” com a Patrícia Pillar e a Claudia Raia e a gente começou a cantar junto. A nossa mãe falou “nossa que lindo vocês cantando juntas” e no outro ano a gente cantou essa música as duas juntas num festival. Não tinha nem a noção de primeira e segunda voz, nem sabíamos de nada disso. A gente ficou em primeiro lugar e depois a gente cantou nesse festival em todos os anos. Aos 10 anos entramos em aula de canto”.

Depois disso elas cantaram em igreja até os 12 anos. Quando tinha uns 13 anos as mulheres começaram a explodir no sertanejo e Camila, a irmã delas, deu a ideia de um canal no YouTube e elas toparam. Os vídeos então, atraíram as atenções da produtora Lobo e da Universal Music.

Segunda Voz

Perguntei para Julia, como foi o processo decisão de fazer a segunda voz na dupla. Ela contou em detalhes.

“No último festival que a gente cantou, aos dez anos, cantamos “Agenda Rabiscada” e perguntaram quem iria fazer a segunda voz. Alguém precisava fazer eu resolvi “ou fazer”. aí o nosso professor de canto da época falou que eu ia começar a fazer e depois nunca mais ia parar. E em cada parte da música ele foi me explicando como eu tinha que fazer e o tom. E eu me apaixonei”.

E ela também contou que foi fácil aprender, pois sempre foi muito intuitiva para música. Inclusive ela aprendeu a tocar violão sozinha.

Escolha De Repertório

A dupla também contou como foi a escolha de repertório do novo EP “Despertar – Ensaio”.

Elas escutavam as músicas e vião quais as arrepiavam mais e percebiam quais tinham mais a ver com a identidade musical da dupla.

Contaram também com a ajuda do produtor do EP, Ivan Miyazato, para escolherem as cinco músicas, em uma lista inicial de quinze.

Foto: Divulgação

Sucesso

Eu eu quis saber também das meninas, como eram para elas terem alcançado sucesso tão novas. Rafaela frisou “É muito bom, mas a gente não sofre tanto por ter 17 anos, nem eu mesmo me considero com 17”.

Júlia lembrou que também tem a parte difícil. “É difícil para gente ficar longe dos nossos pais, a gente teve que mudar da fazenda. Às vezes a gente tem saudades e passa por perrengues. De vez em quando, a gente conhece pessoas que não são tão legais, porém a gente recebe muito carinho e muito apoio de quem acompanha a gente”.

Sobre trabalhar entre irmãs, Júlia conta “a gente pensa muito igual não tem, muita dificuldade”. Raramente elas discordam e sobre isso Rafaela diz “às vezes rola umas discussões, mas a gente se entende. Às vezes a gente nem percebe. Nem precisa pedir desculpas, do nada a gente tá conversando normalmente”.

“Cancela Essa Briga”

A irmã Camila e a equipe da dupla, ajudaram bastante na escolha de “Cancela Essa Briga” como a música cargo chefe do trabalho. Assim que pensaram na faixa, enviaram a ideia para a Universal Music que adorou e comprou a ideia.

Rafaela conta que a escolha foi certeira e caiu no gosto do público. “Quando a gente lançou, a galera aceitou. Até hoje já passou de 1 milhão de visualizações no You Tube. E a gente ficou muito feliz, porque realmente aceitaram. A gente fez a escolha certa”.

Fãs

A relação de Júlia e Rafaela com os fãs é muito bacana. As duas interagem muito com o seu público e sempre conversam com os fãs. É um contato bem direto. Elas fazem questão estarem perto de quem curte o trabalho delas.

Sobre os fãs Julia frisa, “considero família”. E Rafaela assina em baixo.

Foto: Facebook

Inspirações

As meninas tem como referências e inspirações musicais diversos artistas. se inspiram muito em Teodoro e Sampaio e também na dupla Gino e Geno.

Dos sertanejos atuais, curtem muito o trabalho de Matheus e Kauan, Zé Neto e Cristiano e de todas as mulheres do sertanejo, que as inspiram demais.

E fora do sertanejo, vêm Beyoncé como grande inspiração.

Cantores Novos

O que as irmãs dizem para quem está começando?

Júlia enfatiza “Não desista, sempre acredite em você. Procure evoluir em tudo que você faz e não deixe de acreditar”.

Rafaela completa, “Críticas tem. Muita gente para de cantar por ter muita crítica. Mas também vai ter muita gente que vai gostar do seu trabalho. Acredite em si mesmo, sempre”.

Próximos Passos

Sobre os próximos passos da carreira de Julia e Rafaela, muita coisa bacana vai acontecer, porém ainda é segredo.

O que elas podem nos adiantar, é que em breve teremos um novo projeto, que já está sendo gravado e preparado.

Foto: Divulgação

Foi muito inspirador conhecer duas artistas tão jovens, mas tão maduras. Elas vivem intensamente a música e ao falarem sobre o seu trabalho, passam no tom de voz e no olhar o quanto amam o que fazem e o quanto adoram os fãs.

Não resta dúvida de que elas vieram para levar a música sertaneja ainda mais longe, com frescor e muita música de qualidade. E podem escrever aí. Serão uma das maiores e melhores duplas do Brasil. Inclusive, já estão no caminho. Sucesso!

Eu com Júlia e Rafaela após a entrevista

Me Gusta Entrevista : Daya Luz

Entrevista e texto por André Rossanez

O Portal Me Gusta teve a honra e a oportunidade de conversar com uma das melhores e mais completas cantoras da nova geração, Daya Luz.

Me encontrei com a cantora em São Paulo no hall de eventos do hotel Blue Tree Paulista. Logo de cara pude perceber toda a simpatia e a luz de Daya. Fui recebido com muita simpatia, brilho nos olhos e um abraço caloroso.

Tivemos um bate-papo muito bacana, onde falamos de carreira, empoderamento, a arte de cantar e dançar ao mesmo tempo e claro, da canção “Digo Sim”, atual hit de Daya Luz e que já alcançou a marca de 1 milhão de visualizações no You Tube.

Agora fique por dentro de tudo o que conversamos e conheça melhor essa artista tão talentosa.

Portal Me Gusta: Como surgiu o amor pela música?

Daya Luz: A música surgiu desde que eu me entendo por gente. Sempre foi um sonho meu ser cantora, então eu via os artistas na TV e queria muito isso. Não tem ninguém artista na minha família, ninguém me incentivou a isso. Eu acho que eu nasci mesmo com esse lance. Não teve incentivo de ninguém, mas eu via por exemplo a Ivete na TV, e dizia ‘gente, é isso que eu quero para minha vida, quero ser cantora, dançar e levar essa energia para o público’. Por um certo período não investia nisso, até por falta de condições mesmo. Aí só lá na frente, quando eu já estava na faculdade e trabalhando na área financeira, que eu pensei ‘meu sonho é ser cantora, vou investir nisso’ e cai para dentro. Comecei a investir e Graças a Deus estou aí. Essa música de trabalho, “Digo Sim”, já é a oitava e tô trabalhando aos pouquinhos, crescendo e subindo um degrau por vez. A ideia realmente é construir uma carreira e já tô feliz com tudo o que já tá acontecendo.

Me Gusta: “Digo Sim” é mais romântica e as músicas anteriores eram mais dançantes. Como essa música apareceu e surgiu a ideia de vir com algo mais romântico?

Daya: Como todas as minhas músicas tinham muita coreografia e muitos elementos na produção, eu queria uma música que mostrasse mais a minha voz, evidenciasse realmente a voz. Uma produção mais minimalista e um clipe que não tivesse tanta coreografia, tanta coisa e para as pessoas focarem mais na voz. E deu certo, porque tem muita gente que ouve e fala assim ‘nossa, que diferente’, as pessoas não esperavam que a Daya, que tava fazendo aqueles clipes megalomaníacos iria ter uma música assim tão romântica, sentimental. Então eu consegui colocar todo meu amor e toda minha interpretação nessa música.

Me Gusta: O clipe de “Digo Sim” é uma animação. Como surgiu a ideia?

Day: A gente tinha essa ideia de fazer uma animação em um clipe, até porque não tem muito, e eu sempre busco alguma referência diferente para trazer para o meu trabalho. Eu tava esperando o momento certo e a música certa para poder juntar essas duas coisas, uma música romântica e uma animação. Essa música chegou no final do ano passado e eu já conversei com toda minha equipe e a gente já tinha uma ideia mais ou menos e passei para o diretor do clipe. A ideia foi inspirada no meu próprio relacionamento, sou casada há mais de sete anos e sou uma mulher muito apaixonada. Então o clipe foi inspirado no meu relacionamento, no meu boy. Então toda a história mostra uma princesa diferente, de tênis e uma princesa com atitude que pega o boy ali e se joga. Quando ela se joga do penhasco, por exemplo, tem essa alusão de que a gente tem que confiar no outro. O relacionamento para dar certo precisa de confiança. E em contrapartida essa música, não fala só do relacionamento entre homem e mulher, menina e menina ou menino e menino, e sobre relacionamento em si, mas também do amor que se sente pela vida, pelo filho, pelo cachorrinho. Então é o amor mesmo de uma forma geral.

Me Gusta: Como é sua preparação para poder cantar e dançar ao mesmo tempo no palco?

Daya: É uma preparação. Faço Crossfit toda semana, musculação e faço treinamentos cardiovasculares, que junta exercícios, com corrida, com aparelhos de remo, com bicicleta. Tem muito cárdio no meu treinamento para eu poder conseguir segurar alí. É muito difícil cantar e dançar ao mesmo tempo, é um negócio. Para eu poder me apresentar, eu sempre ensaio bastante. Então quando vou mostrar um show, sempre vou ter bastante ensaio e vou ter alguns momentos certos para poder pegar o fôlego sem o público perceber. Então tem todo um processo aí de treinamento e também tem de ter uma alimentação bem balanceada, saudável e leve. É pauleira.

Me Gusta: “Virar o Game” é uma canção bem inspiradora. Qual foi a inspiração desta música?

Daya: Essa música conta minha história, de realmente virar o game. Eu venho de uma comunidade de São Paulo, chamada Americanópolis e eu não tive condições de investir na música, por causa de grana e porque os meus pais também são muito humildes e achavam que ‘ser cantora, até parece’ então era uma realidade muito distante. Então ‘Virar o Game’ conta minha história, desde lá atrás, na minha adolescência. Fiz panfletagem na rua para ganhar um dinheirinho e levar um pouco pra casa. Fui crescendo e comecei a estudar e chegou o momento de investir na música. E aí mostra a Daya no final, realizando sonhos no palco, dançando e cantando. Então, ‘Virar o Game’ conta toda essa trajetória de superação e virar o jogo na vida mesmo.

Me Gusta: Como é seu processo de composição?

Daya: Eu tenho mais facilidade em compor, por exemplo,quando eu estou viajando no avião. Que aí eu olho pela janela, já vejo as núvens, vejo o céu e fico viajando na maionese e vem uma história. Sempre tem que ter um tema. Na “Te Dominar”, que foi a segunda música de trabalho e que entrou no Just Dance (o jogo), eu sabia que tinha que fazer uma música que falasse de dança, mas que também tivesse uma coisa envolvente e então misturei os assuntos e consegui desenvolver a história. Então eu sempre penso no assunto, ‘vou falar de amor, de chifre, sei lá, de dançar’. Geralmente no avião já com o tema definido.

Me Gusta: Qual a melhor parte da carreira de cantora? E a mais difícil?

Daya: A melhor parte é de realizar um sonho mesmo, de fazer o que você ama, que é o que eu amo, é o meu sonho cantar, estar no palco e sentir a energia das pessoas, é o que me dá prazer. E a parte mais difícil é quando você quer mostrar todo o amor que você tem, todo seu sonho e todo seu trabalho na música e as pessoas não entendem, por exemplo, a dificuldade que é chegar e que é muito trabalho envolvido. Não é só a música, não é só você ser boa, tem muitos fatores que envolvem você conseguir levar sua música para muita gente. Não é um trabalho fácil, tem que amar muito, tem que ser sonho de verdade.

Me Gusta: Como é sua relação com os fãs?

Daya: São os meus Iluminados. É Daya Luz, então a gente botou lá que são os Iluminados. E eles são realmente Iluminados. Procuro sempre passar o que eu sou, para eles terem uma noção de quem é Daya Luz que tem empatia, tem amor em tudo que faz e carinho, e às vezes recebe uma crítica e não devolve com uma crítica de volta. Às vezes, sei lá, a pessoa faz um comentário me criticando e eu vou lá e falo ‘poxa que pena espero que da próxima vez você curta’ e aí você ganha a pessoa. Que no fundo, às vezes a pessoa está ali e quer uma palavra positiva. E se a pessoa fala alguma coisa e você vai lá e retruca, manda uma parada negativa para ela, vira uma discussão, sabe? Assim, não tô nessa vida pra adquirir inimigos, eu tô para adquirir pessoas legais, amigos, por mais que às vezes eu tenha que converter essa pessoa. Então eu passo isso para os meus Iluminados. Quando eles vêm uma pessoa me criticando, eu falo ‘calma, não xinga, não fica lá brigando, tenta trazer pra gente, tenta jogar luz para essa pessoa’.

Me Gusta: Quais são suas inspirações na música?

Daya: Ciara, JLo, Beyoncé, Madonna, Michael Jackson, todos os artistas que tem dança no meio. Como canto e danço, me inspiro muito e vejo muito os vídeos. A Pink também, é uma mulher que gosto muito de assistir as lives, os shows dela as performances, me inspira muito. Ela é uma mulher forte, me identifico muito porque sou bem bruta também. E aqui do Brasil, a Ivete é uma mulher que me inspirou muito. Era uma pessoa que eu assistia muito quando eu era criança e que me inspirava com aquela energia que ela tem e com o bom humor. Eu acho que o artista tem que ser isso. Toda hora estar com um sorriso no rosto, recebendo bem as pessoas e ela me inspira muito por isso também.

Me Gusta: Como você vê a questão do empoderamento feminino?

Daya: Eu me considero muito empoderada. Meu pai e minha mãe perderam o primeiro filho que era homem. Então quando eu vim em seguida, meu pai queria que fosse um menino e aí eu sabendo disso, sempre quis mostrar para ele que eu era uma menina, mas que eu podia ser melhor que um menino e fazer coisas muito melhores que um menino. Aprendi a dirigir muito cedo e se eu precisasse carregava caixas, essas coisas. Eu faço mudança na minha casa, todas as coisas que às vezes a mulher é vista como incapaz. Sempre busquei ser uma mulher com atitude, e fazer as coisas bem feitas. Dane-se que sou mulher. Eu me considero uma mulher empoderada, faço crossfit, rasgo toda minha mão que fica toda em carne viva, mas não estou nem aí, fico com a perna toda roxa. Acho que o empoderamento é muito importante hoje para as mulheres se colocarem e ganharam o respeito dos homens e das outras mulheres. As próprias mulheres precisam mostrar, uma para as outras que somos fortes e se unirem. Porque muitas vezes as mulheres são as primeiras a criticarem a outra. Quando vejo uma mulher linda na rua, falo ‘que linda você é’. É você enaltecer as outras mulheres. Às vezes, as mulheres tem essa coisa de olhar e dizer ‘olha essa mulher que tá vindo aí’, aquela coisa de picuinha. E a gente tem que mostrar que não é assim. A gente tem que elogiar e estar ali empoderando a outra.

Me Gusta: O que você pode adiantar dos próximos passos de Daya Luz?

Daya: A próxima surpresa vai ser o Remix de “Digo Sim”. Para quem achou que é uma música muito lentinha, vem aí uma música mais agitada, um remix bem bacana com uma dupla de DJs super do meio, do circuito. E vai ter uma música nova também. A próxima música posso dizer que vai ter dança, sim. Vão voltar as coreografias. Então, se prepare!

É sempre muito bom quando a gente conversa com uma cantora e a todo momento consegue ver através de seus olhos, o amor que ela sente pela música e também pelo seu público. E é isso que vi em Daya Luz.

Ela tem todo o conjunto necessário para ser uma grande artista. Talento, afinação, criatividade, carisma, simpatia, amar o que faz e muita dedicação e trabalho.

Daya Luz, cada vez conquistará mais o seu espaço e vai continuar sendo uma das melhores artistas e cantoras do Brasil. Voa Daya, voa, que você vai longe e com muita luz!

Eu com Daya Luz após a entrevista

Gaab – Coletiva de Imprensa

Texto e fotos da coletiva por André Rossanez

Nessa quarta-feira (22), o Portal Me Gusta teve a honra de estar na sede da Universal Music em São Paulo para uma pequena coletiva de imprensa de lançamento do DVD “Positividade” do talentoso Gaab.

O cantor contou detalhes desse novo projeto gravado em Salvador (Bahia) que teve uma plateia de pouco mais de 31 mil pessoas e produção musical de Rodriguinho.

Muito simpático, Gaab ao entrar para a coletiva, fez questão de cumprimentar um a um, com um sorriso contagiante. E durante toda a entrevista, o brilho dos seus olhos mostrou o quanto ele ama e vive intensamente a música.

Já no começo do bate papo, Gaab contou um pouco sobre a escolha de repertório para o novo DVD. “Na escolha do repertório, meio que eu quis fazer uma parada bem leal mesmo ao Gaab e à parada toda. Quis trazer tudo que as pessoas gostavam mesmo, para ter uma gravação ao vivo das músicas que só tinham na versão eletrônica e eu peguei as músicas que a galera mais preferia”.

Ele completou “Decidi lançar músicas inéditas também para pôr no trabalho. Essas inéditas que lancei eram músicas que eu já gostava há um tempo e nunca tinha lançado”. Ele lembrou que compõe desde os 14 anos e que a primeira música dele a ser sucesso como compositor, foi gravada por Thiaguinho.

Perguntaram para o artista se ele preferia escrever ou cantar. Ele respondeu que gosta mais de escrever e que na verdade começou a cantar, pois colocava a voz em suas composições na hora de mandar para galera o que tinha escrito. A partir daí começaram a elogiá-lo e esse incentivo ajudou ele a se tornar cantor.

Ele lembrou também que é diferente o cantar no estúdio e o cantar no palco. Ao se apresentar para uma plateia é uma outra responsabilidade e ele adora muito a parte dos shows. “É muito foda”, segundo ele.

A escolha da cidade de Salvador para gravar o projeto foi bem natural. Ele fez questão de enfatizar “Foi Salvador que me escolheu, porque eles sempre vinham mostrando que ‘o bagulho’ era maior do que a gente imaginava”.

Uma curiosidade é que teve até dificuldade para que sua equipe, junto ao governo do Estado da Bahia, previsse quantas pessoas compareceriam na gravação.

Perguntei para Gabi como foi a escolha das participações para o DVD. Segundo o artista “Eu quis ser muito fiel a quem fez parte do projeto para ele realmente estar onde está e para o Gaab estar onde está. São pessoas que realmente me ajudaram”.

Uma das participações é a de Mc Livinho e Gaab falou um pouco sobre este convidado tão especial. “O Livinho, pouca gente sabe, é um cara que me ajudou e muito no começo. Ninguém me conhecia e foi ele quem me levou para o escritório e me apresentou. Ele me levava para gravar. Através dele também pude conhecer o Hariel, e acabei conhecendo Mc Davi”.

Ele contou também que Junior Lord e Thomaz, além de terem sido especiais para sua carreira, possuem um som mais parecido com o dele, o que trouxe uma troca bem legal entre eles.

Gaab, teve também uma convidada especial para ele, que nos contou, “Negra Li já foi uma parada mais de um sonho mesmo, porque eu cresci ouvindo ela e ela foi sempre essa referência para a gente no cenário musical. Uma pessoa que faz parte de Gaab, de um outro jeito e eu tive a oportunidade de chamar ela”.

É claro que nós não podíamos deixar de falar sobre “Positividade”, a música que deu o título ao novo projeto. O cantor revelou que a letra da canção foi feita em um momento em que ele estava muito para baixo, porque as coisas não estavam acontecendo conforme ele esperava. E foi uma canção composta para que ele conseguisse falar com ele mesmo e se sentisse motivado.

Inclusive a faixa está presente no primeiro disco de sua carreira. Quando foi gravar o novo DVD, percebeu que sua música tinha tudo a ver com aquele momento, por falar de positividade e lembrar que depois de muitas dificuldades, as coisas dão certo. Virou então o nome do álbum novo.

Gaab também contou que essa música o possibilitou a mostrar pras pessoas quem é Gabriel Fernando de verdade. E ele ainda completou, “Percebi que nessa vida a parada não é para a gente. É para o mundo mesmo, para fora e eu percebi isso da maneira em que as coisas foram acontecendo” .

Seu pai, o cantor Rodriguinho além de produzir o DVD, cantou junto com o filho e eu quis saber dele, se há muita cobrança pelo fato de serem pai e filho. Gaab revelou “Ele é o cara que torna tudo isso mais leve, porque com certeza a vida cobra muito e cobra não por cobrar, mas por que eu venho de uma história muito boa.”

O cantor ainda disse “Parece que você tem que fazer do mesmo jeito ou continuar a história dele”. Enfatizou também que demorou, mas hoje em dia as pessoas entendem que ele vai contar uma nova história e fazer tudo do seu jeito, com seu próprio estilo e não continuar o que o pai fez.

Gabi também fez questão de dizer que Rodriguinho é seu exemplo, sempre o apoiou e fala o que pensa, inclusive quando uma música não está boa ou pode melhorar.

E como será o processo de composição dele? Ele respondeu, “Sempre começo pelas melodias. Não sei porque, mas sempre comércio pela melodia e depois penso na letra. Às vezes nem faço a letra”. Gaab contou que é a minoria de suas músicas que escreve sozinho e que ele gosta muito de compor em conjunto.

E quais são os próximos passos da carreira de Gaab? Ele ainda não sabe dizer totalmente como vai ser, porém garante, “Já tô fazendo músicas novas e já vi que estão tomando uma outra direção. Fico até com um pouco de medo, porque o diferente assusta, mas a ideia é mudar mesmo e ir para essa nova fase”.

As experiências da vida dele e a paternidade, o fizeram amadurecer e isso reflete nas novas músicas. É exatamente isso o que vamos ver em breve.

Sem dúvida, Gaab é um dos maiores e melhores cantores da nova safra. Sua musicalidade é bem apurada e ele é aquele cantor que ama muito o que faz e faz com muita maestria, apesar de ser novo. Foi muito bacana nesta entrevista, ver a empolgação dele com seu trabalho e o seu amor pela música.

Eu com Gaab após a coletiva

Me Gusta Entrevista : Eli Soares

Entrevista e texto por André Rossanez

O Portal Me Gusta teve a honra de entrevistar na sede da Universal Music em São Paulo, o cantor Eli Soares, um dos maiores nomes da música gospel atual.

O cantor está lançando o seu novo álbum “360 Graus”, inspirado em trechos bíblicos e o seu mais recente clipe “Deus Não É Culpado” dirigido por Fill Rocha já tem cerca de um milhão de visualizações no You Tube.

Muito simpático Eli me recebeu e bem atencioso e à vontade conversou comigo sobre sua carreira, sua arte e o novo disco. Você vai saber tudo que ele me contou agora, na íntegra.

Me Gusta: Como apareceu a música na sua vida?

Eli Soares: A música começou de berço, não por influência, mas por algo que acredito que seja sobrenatural. Lá em casa ninguém canta, ninguém toca e a música apareceu na minha vida muito cedo. Não foi por influência familiar, mas foi um chamado mesmo, acredito muito nisso. Desde muito novinho minha vida girou em torno de música. Tudo que eu faço tem a ver com a música, está voltada para a música. Ela é a forma que eu tenho de expressar meus sentimentos e me comunicar com Deus. então é algo que veio desde muito novo, não sei falar mesmo de fato como aconteceu, como ela chegou para mim. Acredito que foi escolhido por Deus mesmo para isso, porque o ambiente onde nasci tinha tudo para ser nada parecido com o que é. Eu creio nisso, que a música na minha vida é um fator divino.

Me Gusta: Teve algum momento que você percebeu que a música poderia dar certo como carreira?

Eli: Eu sempre acreditei, ainda mais do que a realidade me mostrava. Sempre acreditei além da realidade. Nunca tive dúvida de que um dia eu ia viver de música, teria um trabalho com isso e viveria disso. Nunca tive dúvidas desde o começo, sempre imaginei vivendo tudo que vivo. Lógico que levando em consideração a realidade que eu vivia, que era completamente ao contrário. Mas eu sempre acreditei além da realidade e é bom olhar para trás e ver que valeu a pena ter acreditado.

Foto: Facebook

Me Gusta: O CD “360 Graus” se baseia em trechos bíblicos. Como surgiu as ideia?

Eli: O ‘360’ foi uma forma de tentar, (Explicar é impossível), uma forma de tentar mostrar paras as pessoas que Deus se manifesta de várias formas. A gente quer limitar o tempo inteiro, o agir e a manifestação de Deus e as coisas, os ambientes, lugares e as situações. E na verdade Deus está em tudo e em todos. Então o ‘360’ tem intenção de mostrar multiformas de graça e a manifestação de Deus, 360 graus em todos os ângulos da vida, em todas as perspectivas e formatos. Deus se manifesta em tudo e um dos veículos em que mais manifesta em mim, é na música e por isso usei as músicas deste disco, para mostrar a multiforma.

Me Gusta: Como foi a escolha de repertório do álbum novo?

Eli: A composição para mim é uma tarefa muito fácil. As canções demoram para sair. É um trabalho 95% autoral, que tem uma música só de um amigo. Então compor para mim é um processo desafiador, tem haver com algumas experiências, alguns momentos que vivi e que acabam se transformando em canções. O projeto foi todo criado com esse objetivo, para apontar os 360 graus e mostrar essa visão sobre Deus através das músicas. Então já tinha um tempo que estava compondo para isso e fazendo todas as músicas nesse sentido. Inclusive uma das primeiras canções foi “Onde Está Deus?” que é uma pergunta até polêmica, mas foi tudo na intenção de mostrar esse 360 graus.

Me Gusta: Como se dá o seu processo de composição?

Eli: Música não tem um formato, uma forma. Faço música de várias maneiras. Desde frases que começam a reverberar dentro de mim, até uma melodia que nasce numa tocada de violão. Tudo isso tem chance de se transformar em uma música, então não tem um formato. Já fiz música dirigindo, já fiz música andando na rua. São formas improváveis de compor, mas que funcionam.

Me Gusta: Como foi a experiência de produzir o seu próprio álbum?

Eli: As músicas quando nascem, nascem com uma direção de arranjo e de produção. Então facilita muito esse caminho, porque a gente sempre faz a música pensando no que ela vai se tornar mesmo. A gente faz uma canção imaginando a sonoridade e o direcionamento do arranjo, é muito legal. Com a banda fica muito fácil. Os meninos são musicais demais e entendem de primeira. Não tem muito trabalho no estúdio. A gente chega, ouve e absorve e já sai tocando. Isso facilita muito a nossa interação ali, o trabalho rende. A produção é sempre um prazer. Eu amo música e tudo que envolve música. Produzir é um lado que eu tenho dado mais atenção nesses últimos tempos e é um mundo. A engenharia do áudio, essa parte de produção musical e arranjo é um mundo que tá me fascinando cada dia mais.

Me Gusta: “Mais Que O Mundo” tem a participação de Késia Soares, sua esposa. Como foi a escolha de qual música ela cantaria com você?

Eli: Ela é extremamente musical. Lá em casa a gente vive um ambiente muito musical e Késia é uma menina que já cantava. Sempre foi movida à música, antes de me conhecer. Só que ela é uma pessoa extremamente tímida, então é um desafio para ela também. Essa música fizemos a primeira versão 2015 no DVD no Rio de Janeiro, e agora nós resolvemos fazer a versão em estúdio, que está linda, mais linda ainda. Para mim é uma honra, um privilégio muito grande dividir a faixa com minha esposa, porque a gente vive isso em casa, essa missão, essa comunhão. Quando se trata de música, a gente é muito alinhado. Gostamos das mesmas coisas, ouvimos os mesmos cantores e a gente pensa muito parecido com a música. Esse é o primeiro de muitos, quero fazer mais singles com ela, de repente até lançar o trabalho dela. A gente tem esse sonho e vai acontecer. Acredito que 2019 promete muita coisa boa vindo por aí.

Foto: Facebook

Me Gusta: Quais são suas maiores inspirações musicais?

Eli: Tenho várias inspirações. Acho até difícil apontar uma pessoa específica, até porque tem muita gente. Eu ouço muita coisa, e muita coisa diferente. Acho que a música que faço hoje é uma mistura de todos esses ícones. Gosto desde a música mineira – que sou apaixonado, as famosas músicas das montanhas, a harmonia mineira – um pouquinho da música brasileira, a música internacional e a instrumental, que eu amo muito também. Tudo compõe. eu falo que é uma vitamina, de tudo isso, que a gente ouve e acaba formando minha concepção. Difícil citar um nome, porque é muita coisa, não tenho um preferido. Depende do momento. Tem momento que estou ouvindo música americana. Tem momento que ouço música brasileira, então é só Brasil. Tenho fases. Para viajar gosto de escutar um tipo de música, para dirigir outro tipo e em casa outro tipo também. Tem a parte do estudo também. Gosto muito de usar música para entender composição, o arranjo, o que tá na moda e entender o que não sai de moda. É um universo muito amplo. Tento absorver da melhor maneira possível tudo.

Me Gusta: Qual a inspiração da canção “Deus Não É Culpado”?

Eli: Essa música é do Anderson Freire, meu amigão, a única música não autoral. Essa música assim que ele fez, ele me deu, me mandou uma mensagem. Eu ouvi os 20 primeiros segundos da música e já sabia que era para eu gravar. É uma música que fala um tema muito importante. Nós temos a mania de culpar Deus, colocar a culpa em Deus, em várias situações, quando na verdade nós mesmos que somos culpados. afinal nós somos reflexos das nossas próprias escolhas da nossa semente aquilo que nós plantamos é o que colhemos tem coisa Que injustiça errado colocar Deus como culpado ele não tem condição de assumir isso porque cabe a nós nós vivemos o reflexo do que fizemos ontem e amanhã o reflexo do que fazemos hoje essa música fala exatamente isso Deus não é culpado se algo der errado, não é culpado se alguém que nós amamos se afasta de nós. Sempre somos responsáveis pelas nossas escolhas, vamos colher o que plantamos. Essa música tem falado muito comigo esses últimos dias e é uma oração muito séria, que toda pessoa devia parar, ouvir e refletir.

Me Gusta: Como foi gravar o clipe de “Deus Não É Culpado”?

Eli: Foi muito legal. Acho que nós conseguimos passar exatamente a ideia da música, que tem uma melodia simples, mas bonita. A gente tentou seguir essa linha no clipe. Foi simples e conseguimos passar o recado. As imagens foram captadas com muito bom gosto. Foi muito legal, uma experiência muito boa fazer essa externa. A galera que captou era muito caprichosa e muito competente. Eu acho que ficou muito legal e o resultado mesmo, foi quase 800 mil views em um dia e estou muito feliz com isso.

Me Gusta: Qual é sua visão sobre o Gospel atual?

Eli: A minha perspectativa é sempre muito positiva e muito otimista. Acho que temos as partes negativas, mas eu tô vendo um crescimento e junto dele, tô vendo uma ampliação muito bacana do evangelho. A música gospel tem saído das quatro paredes e tem atingido outras pessoas, outros meios e nichos. Acho muito importante que a mensagem de Jesus tem sido levada, independente de religião e credo. Eu acho que a música gospel tem ganhado o espaço, que ela sempre deveria ter, porque é uma música muito riquíssima e temos muita gente talentosa e capaz. Estou muito feliz, porque a música tem crescido e entrado em vários lugares levando uma mensagem de paz e de coisas boas. E o mais importante, a mensagem do evangelho de Jesus é amor ao próximo e viver uma vida plena e abundante. Eu sempre gosto de focar no desenvolvimento, no crescimento. Muita gente tem uma visão negativa e eu gosto de focar no positivo e no que tem mais a ver com a gente.

Me Gusta: Qual a inspiração para a música “Tempo”?

Eli: Essa música foi muito interessante, porque eu amo falar de tempo. Acho que tempo é um agente de Deus para nós. Deus nos deu o tempo para nos curar, para nos ensinar algumas coisas. O tempo é muito útil em várias áreas de nossa vida. Serve para curar feridas, serve para arrancar de nós mágoas e machucados, feridas antigas. Sempre quis falar de tempo e eu tinha um refrão na minha cabeça. E um brother, amigo meu que cresceu comigo, uma vez foi na minha casa e tocou acordes, cantando uma melodia e quando ele começou a cantar sobre o tempo eu falei ‘Uau isso tem a ver com o que eu já tenho’. Então eu misturei, adaptei algumas coisas e saiu essa canção linda, que é uma das que mais gosto no disco também, e que fala sobre esse tema que eu queria achar palavras para falar dele consegui através dessa música. Para mim foi uma alegria falar do tempo r como ele faz bem para a gente e como a gente tem que enxergar o tempo. Tem gente que tem dificuldade de falar e de ouvir que tá ficando mais velho, mas isso traz coisa boa para a gente, porque traz experiências e amadurecimento. Então o tempo é muito válido e falar do tempo foi muito legal.

Me Gusta: Qual é a maior dificuldade e a melhor parte da carreira de cantor?

Eli: A maior dificuldade, acho que hoje, é o tempo com a família. Como você tem uma agenda muito corrida, você acaba não tendo tanto tempo para ficar em casa. Tô vivendo uma fase muito complicada, porque tenho um filho de 2 anos e minha filha está nascendo agora, daqui um mês e meio. Então nunca foi tão difícil sair de casa. Então, o cantor não tem uma rotina em casa, de poder levar o filho na escola e é uma loucura o que a gente vive . Queira ou não a nossa família cai também nessa loucura, porque a agenda dela depende da nossa. Então acho que uma das partes mais difíceis é ficar esse tempo fora de casa, longe da família e longe de quem a gente ama. Quando os filhos chegam, os valores mudam, algumas formas de enxergar o mundo muda. Então tá sendo muito difícil estar fora de casa. E a melhor parte disso tudo é poder ser um instrumento para levar a mensagem para as pessoas. Acho que a música tem se tornado uma ferramenta muito importante hoje, porque ela entra onde a religiosidade não entra, onde um paletó e uma gravata de repente não entrariam. Acho que a música consegue entrar através da arte e levar essa mensagem que é o nosso principal objetivo. Falar de Jesus e do que Jesus faz, do que ele é para nós e aquilo que ele pode fazer em nossas vidas. Essa é a melhor parte. Ser um instrumento de Deus e fazer com que as mensagens de Deus cheguem nas pessoas e onde talvez não chegariam de formas convencionais. A música tem sido esse instrumento e para mim é um privilégio.

Foto: Facebook

Me Gusta: O que você pode adiantar para 2019 na carreira?

Eli: Vai ter muita coisa boa para acontecer ainda. Então, esse ano podem esperar de cara, o “Memórias 2”. “Memórias” foi um dos trabalhos mais especiais da minha carreira e que trata de canções antigas, canções que fazem parte da minha história, meu desenvolvimento, meu crescimento. Tive a honra de gravar algumas canções dos anos 80 e 90 e foi graças a Deus , um sucesso. A gente ouviu muitos testemunhos, de muitas pessoas lembrando deste tempo de crescimento, dessa primeira fase de igreja, da música gospel e agora em 2019, se Deus quiser, no segundo semestre lançarei o volume 2 de “Memórias”. Estou com muita expectativa para esse projeto, já selecionando repertório e começando a pré-produção. Tô feliz, creio que vai ser também uma benção para as pessoas poder resgatar essas canções, que muitas vezes são esquecidas. O tempo passa, canções novas vão chegando, mas existe uma essência muito boa, muito verdadeira nessas músicas antigas . A missão do “Muito” é realmente resgatar. Talvez um DVD do “Memórias”, a gente tá vendo algumas possibilidades. Mas tem muita coisa boa.

Me Gusta: Como é sua relação com os fãs?

Eli: Eu tento dar o máximo de carinho possível, até porque eu entendo que eles foram o canal de Deus, para eu estar vivendo tudo que vivo hoje. Através de quem gosta, de quem consome, quem admira minha música, então eu sempre que tenho oportunidade gosto muito de dar carinho, tirar foto ou vídeo, bater um papo, por mais que seja corrido na maioria das vezes. Eu sempre gosto de estar perto, de ter este contato depois de eventos e tirar fotos. é uma forma também de retribuir esse carinho e por terem acreditado em mim e em minha carreira.

Me Gusta: O que você diria para cantores que estão começando?

Eli: A primeira fase é sempre a mais difícil. Você entender, se descobrir e entender o seu caminho e a fórmula que você tem que usar. Meu conselho é não desistir. Muita gente desiste no primeiro momento, nesta primeira fase e acaba deixando de viver, tudo que um dia podia viver. Não vale a pena desistir. Se você acredita, se você sonha com isso, você precisa correr atrás e precisa estar disponível. As diversidades vão vir, problemas vão acontecer. Afinal todo mundo tem problemas, mas a forma como nós encaramos os problemas é que vai dizer onde iremos chegar. desistir não é uma opção para quem quer avançar, quem quer conquistar e viver esse sonho. Acima de tudo, se tá dentro de um propósito divino, fazendo a vontade de Deus e levando essa música para milhares de pessoas. Não desista, porque talvez uma canção sua, pode mudar a história de alguém, pode fazer tudo valer a pena e você vai entender o verdadeiro sentido.

Capa do álbum “360 Graus”

É sempre muito bacana poder conversar com um cantor que além de talentoso, ama e muito a música. Esse amor é totalmente visível no olhar de Eli Soares.

O bate papo além de muito bacana foi inspirador. Inspira a gente a não desistir dos nossos sonhos e a vermos que somos capazes, de fazer, até aquilo que parece impossível.

Destaco também o amor que consegui perceber na voz e no olhar de Eli, ao falar de sua esposa e de sua missão como cantor.

Eu com Eli Soares após a entrevista

Me Gusta Entrevista : Roberta Campos

Texto e entrevista por André Rossanez

O Portal Me Gusta teve a honra de entrevistar uma das melhores cantoras da MPB atual, Roberta Campos.

Encontrei com ela em São Paulo num charmoso café, o Café Raiz. Muito receptiva e simpática, Roberta mostrou apenas com um olhar todo seu amor pela música enquanto conversávamos sobre carreira e o novo DVD “Todo Caminho É Sorte – Ao Vivo”.

Você vai ficar por dentro de tudo que conversamos na íntegra e poderá conhecer um pouco melhor Roberta Campos e seu lindo trabalho.

Me Gusta: Como surgiu o amor pela música? Em que momento você sentiu que poderia fazer sucesso?

Roberta Campos: Eu tinha uns 4, 5 anos lá em Minas Gerais e vi meu tio tocando violão e me apaixonei pela música e quis tocar violão também. eu não tenho muito uma consciência de quando isso virou uma vontade que fosse meu trabalho. Era um hobby que me apaixonava muito. Comecei a tocar violão com 11 anos e logo comecei a compor também, um pouco tempo mais tarde e daí não parei mais. Trabalhei com várias outras coisas até chegar mesmo a viver de música. Toquei em muitos bares de Minas Gerais. Comecei 98 e fiquei até 2004, quando vim para São Paulo. E continuei tocando em bares aqui. E aí eu vi que aqui tinha uma coisa muito legal, que era o Sarau e vi uma boa oportunidade de mostrar minhas composições. Tocava muito em saraus e decidi gravar um disco em 2008. “Para Aquelas Perguntas Tortas” era um disco independente que gravei na minha casa e fiz tudo e fiz tudo; encarte, os arranjos com violão. Eu fui pesquisar um programa para fazer essas gravações e pesquisei também como fazer porque eu não sabia. Não entendia o que era mixagem, pesquisei e também fiz a mixagem do disco, fiz tudo. Em 2008 foi quando lancei o primeiro disco e eu levei para uma rádio aqui de São Paulo, a Nova Brasil, que começou a tocar uma faixa.

Me Gusta: Quais são as suas inspirações na hora de compor?

Roberta: Eu me inspiro em tudo. Acho que viver é a maior inspiração, Então às vezes eu ando pela rua e vejo algo que me toca. Gosto muito de olhar para o céu, uma flor e acabo me inspirando e faço alguma música. Já fiz também depois de voltar do cinema e com alguma história de alguém. Eu gosto muito de falar das minhas histórias e também de amor, o amor como um todo.

Me Gusta: Como foi a sensação de estar na abertura da novela da Globo “Sol Nascente” com “Minha Felicidade”?

Roberta: Eu tive até hoje 18 músicas em novelas, realizei 18 vezes um sonho que eu tinha desde quando eu morava em Minas. Lá a gente assistia muita novela e sempre tive a música na minha vida e a vontade de viver isso. Quando entrou essa música na abertura foi muito bacana. Primeiro porque é uma música que eu canto a história dos meus avós, a história que estava na minha cabeça mesmo, de como imaginei que eles tinham se conhecido. E ela ter entrado na novela foi muito bacana, porque eu nunca tinha tido uma música como tema de abertura, só como tema de personagens. Então foi a primeira vez que tive uma música que entrava na casa das pessoas todo dia.

Me Gusta: Como surgiu a parceria da linda “De Janeiro a Janeiro” com Nando Reis?

Roberta: Essa música eu fiz em 99, uma composição minha. Eu gravei ela no meu primeiro disco independente e depois gravei novas canções para o disco “Varrendo a Lua”, já contratada da Deck Disc. Como eu tinha um sonho de gravar várias músicas do disco anterior, com arranjos e banda, eu gravei ela de novo e enquanto eu fazia a produção do disco, tive a ideia de convidar o Nando, que a princípio não sabia se poderia porque era final de ano, estava viajando, acho. E nos primeiros dias de Janeiro ele me perguntou se ainda dava tempo de gravar. Eu meio que imaginei como seria a voz dele junto da minha na música.

Me Gusta: Como foi para você antes do DVD, ter sido indicada ao Grammy Latino?

Roberta: A a indicação foi do disco anterior do DVD, que chama “Todo Caminho É Sorte” e o DVD é “Todo Caminho É Sorte – Ao Vivo” que é uma celebração desses quatro discos anteriores. Voltando ao Grammy, eu fiquei muito feliz e muito emocionada, porque na verdade eu imaginava, mesmo sem a expectativa de ganhar, ser um dia indicada a um prêmio desses, mas eu não imaginava que seria naquele momento e foi muito bacana. Acho que deu para mim, uma ideia de como a minha música estava tomando o espaço dela, com reconhecimento.

Me Gusta: Como foi a escolha do repertório do DVD “Todo Caminho É Sorte – Ao Vivo”? Foi difícil escolher?

Roberta: Como eu tive 18 músicas em novelas, muitas delas eu já não podia deixar de fora do DVD. Coloquei essas músicas como “De Janeiro a Janeiro”, “Minha Felicidade”, “Varrendo a Lua” e “Casinha Branca”, escolhi algumas dos discos anteriores que eu queria trazer de volta e duas músicas inéditas de minha autoria, que eu já tinha feito há um tempo e queria muito mostrar para as pessoas, e achei a oportunidade certa. também a releitura de “My Love” que tinha todo um significado importante para que eu gravasse no DVD. Então não foi muito difícil escolher esse repertório, porque era mais uma celebração mesmo.

Me Gusta: Como surgiu a música “Todo Dia”? E como foi gravar o clipe dela?

Roberta: “Todo Dia” fiz no final de 2016 e a uma música que fala de Um grande amor, da espera de um amor e o videoclipe fiz no final do ano passado. Achei muito bacana, porque foi a primeira vez que eu estive um contato maior com toda a ideia do clipe e cada escolha que a gente fez para ele, desde figurino e lugar.

Me Gusta: No disco de Pedro Batistella (“Lúcido”) você participou na música “Recomeçar de Vez”. Como foi participar desta canção tão especial?

Roberta: Foi bem legal. O Pedro é uma pessoa bem querida, que eu conheço há um tempo e essa música veio pra mim num momento muito importante de recomeço também. Então quando ele me mandou o e-mail com a letra, bati o olho na letra e já veio a melodia e a gente terminou a música. Depois ele me chamou para participar e fez todo o sentido, por que foi importante ele me mandar naquela época. Acho que foi uma música que não só falava de um recomeço para ele, da história dele, mas também da minha.

Me Gusta: Como foi criar uma nova versão da música “My Love” de Paul McCartney?

Roberta: Era uma música que eu já gostava muito. Gosto muito de Beatles e do Paul McCartney e sempre escutei muito as músicas dele. Essa música sempre me tocou e ano passado ela teve um significado ainda maior, e quando veio esta certeza de gravar o DVD, eu já de cara pensei em gravar ela. Quando a gente foi fazer os arranjos o Fábio Pinc, que é o diretor musical do DVD, me ajudou a fazer o arranjo, que eu acho que super combinou com a música.

Me Gusta: Quais são as suas influências musicais? Que artistas gosta?

Roberta: Eu gosto muito e sempre ouvi muito o pessoal de Minas Gerais, por ser de lá e também por conta do primeiro contato com a música através do meu tio. Eu ouvia muito as coisas que ele tinha. Milton Nascimento, Beto Guedes e Lô Borges, 14 Bis, Elis Regina, Paulinho Nogueira e Marisa Monte. Também Beatles e Bob Dylan. Também teve uma época da minha adolescência, que eu ouvia muito Kid Abelha, que às vezes até falo que eu acho que é aquela veia pop, que tenho nas minhas músicas e que veio disso.

Me Gusta: Como tem sido a repercussão do novo DVD?

Roberta: Tá bem legal, o pessoal tá dando um feedback assim. Fico bem contente com as respostas e como eles estão gostando bastante.

Me Gusta: Como é a sua relação com os fãs e as redes sociais?

Roberta: Eu sou bem próxima e gosto muito de interagir porque acho importante também ter esse feedback. E acho que tudo é uma troca também. Então sempre participo, recebo as mensagens e procuro sempre responder na medida do possível.

Me Gusta: como foi a experiência de no ano passado fazer um show em prol dos refugiados?

Roberta: Foi bem bacana poder ajudaram um pouco. E foi até no final do ano, então eu ajudei a levar um pouco de carinho para essas pessoas, que estão longe da família e acho que é uma causa que o povo precisa conhecer um pouco mais. Muita gente não conhece. Foi muito bacana ajudar e espero poder ajudar mais vezes e conseguir levar ao conhecimento das pessoas essas ONGs.

Me Gusta: O o que podemos esperar do seu show atual?

Roberta: Vou mostrar essas novas músicas inserir algumas coisas também. E como tenho um tempo sem lançar disco e componho bastante, a medida do possível vou mostrando música nova.

Me Gusta: Qual a importância da música para você e o que ela traz de melhor?

Roberta: Na música encontrei uma forma de falar comigo mesma. Acho que eu me expresso muito melhor quando consigo colocar minhas ideias através da música. Eu percebo que como coloco uma mensagem bem verdadeira e direta, as pessoas acabam sendo tocadas com maior facilidade e rola uma identificação, acho bem bacana. Gosto de levar também essa mensagem positiva.

Me Gusta: O que podemos esperar para 2019?

Roberta: Esse ano quero divulgar bastante esse DVD e como componho bastante, no decorrer do ano espero poder mostrar algumas canções novas. E agora também em Abril faço o meu primeiro show internacional, os primeiros shows. Então estou bem confiante e espero que se abra uma porta bem legal, para que eu possa mostrar a minha música para o mundo.

Foi muito bacana poder falar com Roberta Campos. Foi muito bonito ver no olhar dela, o amor que ela tem pela música e também pelo seu trabalho.

Seu talento, sua simpatia e forma com que faz música a torna uma artista completa e que toca o coração das pessoas, não só com sua voz mas também com suas letras muito bem escritas e belas.

Assim como muitos artistas serviram de inspiração para ela, ela também segue inspirando novos artistas e também os já renomados.

E seu mais recente DVD, é um trabalho impecável que além de mostrar todo o talento de Roberta Campos, emociona quem assiste através de sua música e com a emoção com que canta.

Eu com Roberta Campos após a entrevista

Me Gusta Entrevista : Thábata

O Portal Me Gusta teve a honra de conversar por telefone com Thábata. A nova estrela da Midas Music vem com tudo para conquistar ainda mais os corações do Brasil.

A cantora tomou gosto pela música já os nove anos de idade, quando sua mãe se casou com um artista circense e foram morar no circo. Então começou a se apresentar até que mais tarde integrou bandas de Axé.

Thábata começou a se destacar pelo país ao participar, durante 3 meses, como vocalista da banda Xcalypso em 2015. Após quase desistir da carreira, foi vista no Instagram por Rick Bonadio, que à levou para o Midas e hoje é seu produtor musical.

Ela acaba de lançar seu EP homônimo com quatro músicas e nós conversamos sobre este novo projeto, música e sua carreira. Fique por dentro de tudo que ela me contou.

Me Gusta: Como foi a escolha do repertório do novo EP?

Thábata: Foi um processo bem longo para selecionar (as faixas), a gente tinha bastante opção. Mas sabe, aquela coisa da gente idealizar o projeto? A gente já fez um gênero popular, só que a gente tinha ciência também de que queria sair do óbvio. A gente queria fazer algo inovador para o mercado. Rick tem uma visão mercadológica maravilhosa, muito particular e aí já foi ficando um pouco mais fácil para escolher as músicas. Então, a gente teve a ideia de mesclar os gêneros. A gente sofre influência do Forró, um pouquinho do Axé, de Sertanejo, do Merengue, Cumbia e Tecnomelody e várias referências latinas também. Então, com essa junção de gêneros foi mais fácil selecionar as músicas. Quando a gente ouviu “Chicletim” a primeira vez, a gente se apaixonou e Rick viu que se adaptasse ao nosso gênero ficaria bem bacana. Como também “Credo Que Delicia” e como “Fim da Solidão”, que a gente deixou mais explícita a questão do Tecnomelody. Fomos ouvindo cada música e já idealizando como ficaria a adaptação, e deu certo. Foi um processo longo.

Me Gusta: Como se deu a parceria com Marianno em “Chicletim”?

Thábata: Os meninas já trabalham lá no Midas há um certo tempo. E eles também se identificaram muito com meu perfil artístico e com a minha pessoa também, e aí a coisa ficou mais fácil para acontecer. Eu adoro os meninos, Eles são muito talentosos e é um prazer poder desfrutar do talento e da luz deles.

Me Gusta: Antes da carreira solo, você participou de grupos. O que essa experiência influenciou em sua carreira solo?

Thábata: A minha carreira foi repleta de altos e baixos, e também eu tive a oportunidade de passear em diversos gêneros. Já fiz parte da Xcalypso, já tive banda, carreira solo, voltei para banda e voltei pra carreira solo. Então isso não acrescentou muito como artista, me fez evoluído bastante e agora para carreira solo, depois de tanta experiência consigo atrelar tudo o que passei estou no processo evolutivo muito interessante, e acho que isso só soma para a carreira. É muita responsabilidade.

Me Gusta: Atualmente quais são as suas influências musicais?

Thábata: Atualmente eu gosto de tanta coisa. Sou uma pessoa de gosto musical eclético, uma artista eclética também. O que Nunca deixa de tocar na minha playlist é Marisa Monte e Djavan. Sou bem eclética, então quando a música é de qualidade, ela me agrada independente do gênero. Mas o que não deixo de escutar é isso. É Marisa Monte, é Djavan, é Whitney Houston. Mas também dou uma passada pelo popular. O sertanejo tá muito bacana, diversificado também.

Me Gusta: Como tem sido a repercussão do EP?

Thábata: As pessoas estão conseguindo me ver, sabe? Nesse projeto eu consegui mostrar bastante a minha identidade artística, e é muito bom quando o público reconhece prontamente. O público vê uma verdade muito grande no que eu tô fazendo agora, eu estou muito feliz com o resultado. É primordial para o autista ter identidade e poder explorar essa questão. Só vejo, graças às Deus, muito elogio. E esse gênero algo novo e nem tem ainda uma denominação. A gente realmente queria inovar e conseguiu. Então, os fãs estão muito felizes com esse segmento, que é uma promessa. A gente está fugindo do tradicional, do que está em evidência, como o Funk e outros estilos estamos conseguindo entrar no mercado de uma forma única, digamos assim.

Me Gusta: Como é sua relação com os fãs?

Thábata: Real, sem exageros, eu sempre tive uma relação muito boa com meus fãs. Eu passei muito tempo ausente dos palcos num processo de integração mesmo, desacreditada música, afastada. Passei três anos sem cantar e o meu público nunca me abandonou, ficaram ali convictos e me esperaram. E eles foram fiéis viu, porque eu demorei para voltar. e agora estão comigo e felizes, porque eu estou fazendo um trabalho, que realmente é diferenciado, e eles conseguem ver isso com muita clareza.

Me Gusta: O que podemos esperar para 2019?

Thábata: Está começando com tudo. Acabei de lançar o EP e agora vou para o Norte e o Novo fazer divulgação e vou passar 12 dias fora. Depois volto e a gente define o single e faz o vídeo. Eu estou muito ansiosa para fazer o videoclipe. Em seguida faço a divulgação em São Paulo e depois a gente forma a banda e vai para estrada. Então 2019 vai ser um ano esplêndido para mim, um ano mágico. Tenho certeza que 2019 vai mudar minha vida. Eu sinto isso, sinto que Deus está muito presente na minha vida e que esse ano, tem muitas oportunidades de eu conquistar os meus sonhos. Que Deus permita!

Me Gusta: O que você diria para os artistas que estão começando?

Thábata: O que eu tenho a dizer para quem está começando, é que a persistência é crucial na carreira artística. É uma vida, uma carreira imprevisível, atleta de altos e baixos. Então, ela precisa muito que a pessoa tenha determinação. Ela exige até mais do que as outras, porque não é fácil. Uma hora você pode estar muito bem e outra estar no fundo do poço, no fundo mesmo. Eu já usufruir dessas duas situações eu nunca abaixei minha cabeça. Já pensei em desistir sim, mas não passou de mais de 15 segundos, porque realmente é o que amo. A música é a minha vida, é o que mais me faz vibrar, mais me faz sentir viva, então, não tenho como viver sem isso. Para essas pessoas que estão começando, primeiramente se é isso que você quer e você tem convicção, entre nessa profissão. Se não é melhor fazer outra coisa, porque ela consegue realmente te testar de todas as maneiras. E a persistência. Você não pode deixar de acreditar, por que vai aparecer pessoas dizendo para você desistir. As pessoas não acreditam, porquê amor profissão muito instável. Mas não desista. Mas é aquela coisa, você tem que ser muito convicto do que quer.

Foi muito bacana poder conversar com a Thábata. Ela me atendeu com muita simpatia e só de ouvir a voz dela, pude sentir a empolgação e a emoção que ela sente ao falar de música e de seu trabalho.

O seu novo EP, é um trabalho diversificado e de canções com fácil identificação do público. As quatro músicas, são daquelas que queremos ouvir diversas vezes e ficamos cantarolando pelo dia afora. É certeza que vai conquistar o Brasil todo.

Sucesso, Thábata!

Me Gusta Entrevista : Vitão

O Portal Me Gusta teve a honra de entrevistar em São Paulo, na sede da gravadora Universal Music, a nova estrela da música brasileira Vitão.

O cantor começou a carreira em 2016, quando conquistou fãs através da internet em um canal do You Tube, cantando diversos covers. Seu amor pela música se manifestou ainda criança e aprendeu sozinho tocar violão. Aos 12 anos já compôs sua primeira canção.

Muito simpático e com uma good vibe incrível, o cantor me recebeu com seu jeito simples e cativante. Tivemos um papo muito bacana sobre o seu novo EP “Café” e sobre sua paixão, a música. E você vai ficar por dentro de tudo que conversamos

Capa do EP “Café”

Me Gusta: Como surgiu o seu Amor pela música?

Vitão: A minha mãe e meu pai sempre curtiram muito essa parada de música. Sempre ouviram música boa, tá ligado? Minha mãe sempre ouviu muita música clássica, desde antes de eu nascer, já na fase de gestação inclusive. Acho que isso até influenciou um pouco. Mas meus pais não têm ligação direta com a música. E teve a parada dos meus bisavós que tinham o programa de rádio, apresentavam. Meu vô tocava violão e minha vó cantava. O meu primeiro contato na real foi com a minha mãe. Essa parada de música clássica é muito forte na minha infância e ela escutava sempre em todo lugar e eu fui aprendendo a gostar. Não curtia no começo e tal, tinha todo aquele lado de criança sem noção. Fui pegando gosto. Acho que foi talvez daí que tenha começado a gostar de música.

Me Gusta: Você começou fazendo covers no You Tube. Hoje como é sua relação com ele, com as redes sociais e seus fãs?

Vitão: A parada com You Tube hoje em dia mudou muito com a entrada da gravadora na minha vida. Mas o canal era meu e eu fazer o que eu quisesse. Eu que gravava tudo no celular e postava na hora. Hoje em dia, claro, a parada ficou mais profissional e tem muita gente trabalhando no meu canal, tá ligado? Tem muita gente com meu login. Não é mais o meu canalzinho, é um portal diferente. A minha relação com a galera é muito foda. O Instagram é o meio que mais uso para me comunicar. Uso Twitter também um pouco e Facebook quase nada. É muito bom. Sempre estou conversando muito com os fã-clubes pelo direct e com a galera que me manda coisa. É uma relação muito boa, muito legal.

Me Gusta: Quais são as suas inspirações musicais?

Vitão: Tenho inspiração nacional principalmente. Tenho raízes de inspiração muito forte do Samba, de música de raiz brasileira e MPB. sempre também me inspirei na galera do Rock Nacional, principalmente Charlie Brown Jr. Algumas coisas também mais melódicas do Black e do Soul americanos. Tipo Michael Jackson, Marvin Gaye. E curto muito e sou muito fã do Bruno Mars também.

Me Gusta: Como foi gravar o vídeo da música “Café”?

Vitão: Foi incrível, mano. Acho que foi a gravação mais legal, porque a gente realmente fez uma parada mais orgânica, no sentido de a gente ter ido lá no núcleo do Capão e ter feito uma parada com figurantes que são moradores de lá. A galera da roda de Samba, era realmente da roda de Samba do Capão, que sempre toca nos bares de lá. e ficou um clima muito gostoso de fundo de quintal mesmo, de rodinha de Samba. Essa era a intenção que a gente tinha mesmo. Foi muito legal.

Me Gusta: O que o inspirou na hora de escrever a música “Tá Foda”?

A inspiração para essa música foi uma ex-namorada minha que foi embora do Brasil e ia rolar aquela frustração do relacionamento que acaba e da distância. E por isso o “Tá Foda”, daquela fase inicial de que ela tinha vazado e que realmente estava foda, tá ligado? E acabou saindo a música, que foi a primeira a ser lançada. Hoje em dia já não tem mais para mim esse peso, a música virou só uma música. Já não tem essa parada de “tá foda mesmo”, de saudades. Já foi.

Me Gusta: E como foi a composição de “Caderninho”?

Vitão: É na verdade uma música que tem várias partes. O primeiro verso dela escrevi em uma outra fase da minha vida, em que eu estava saindo de um relacionamento. Já o refrão dela não tem embasamento praticamente nenhum, na minha vida mesmo. É uma coisa mais fictícia digamos, uma historinha. O segundo verso fala mais sobre uma parada que tô vivendo hoje em dia, no meu relacionamento atual. Então ela foi construída ao longo de muito tempo, falando de coisas diferentes.

Me Gusta: Um dos maiores grupos pop do Brasil é o Rouge. Como aconteceu a parceria com elas na música “Beijo Na Boca”?

Vitão: Eu fui chamado para escrever para o Rouge. Elas foram produzir na Head Media, que é minha produtora, onde normalmente a galera me chama para escrever para artistas que vão lá precisando de um compositor. Acabei conhecendo as meninas e criei uma amizade muito, muito forte com elas. Teve um dia que elas estavam precisando na música “Beijo Na Boca”, naquela parte que canto e que escrevi, de um funkeiro ou de um rapper para cantar aquilo. Elas precisavam gravar uma guia da parte que eu escrevi e não estavam conseguindo, enfim, porque era muito rápido, sei lá. E elas falaram “você que escreveu, grava pra gente a guia?”. Aí gravei e elas acabaram curtindo tanto que falaram “mano é você”. E aí foi. Foi uma honra gigante.

Me Gusta: O que podemos esperar neste ano de 2019?

Vitão: Muitos singles. Até esse semestre ainda, muitos singles, muitas participações e muita música sozinho também. Pretendo lançar um disco em Setembro, com umas nove músicas inéditas imagino. Quero lançar bastante coisa inédita neste disco. E depois disso vou fazer turnê até o fim do ano.

Foi muito bacana poder conhecer e entrevistar Vitão. Ele é um cara muito gente boa, que conversa olho no olho e transmite uma energia muito boa. É lindo ver em seus olhos, todo o amor que tem pela música, ao falar de seu trabalho.

Não é a toa que Vitão vem se destacando na música brasileira. Além de uma voz muito bela e afinação impecável, suas composições trazem fácil identificação com seu público e possui uma linguagem própria e espontânea.

E pode escrever em seu caderninho. Você ainda vai ouvir muito o nome e a música de Vitão. Sucesso

Com Vitão após a entrevista

Texto e entrevista por André Rossanez

Me Gusta Entrevista : Clóvis Pinho

A banda gospel Preto no Branco está lançando o seu novo EP, “Segundo Tempo”. E o Portal Me Gusta teve a honra de estar na sede da Universal Music em São Paulo para conversar com o vocalista Clóvis Pinho.

Clóvis me recebeu com muita simpatia e brilho nos olhos. Conversamos sobre a banda, carreira e o novo trabalho. Foi uma conversa muito bacana com um cara muito gente boa. Você vai ficar por dentro de tudo que Clóvis me contou.

Me Gusta: Como foi formado o grupo?

Clóvis Pinho: O grupo foi formado através do Alex, que é o idealizador do projeto. Ele convidou todo mundo e reuniu a princípio quatro cantores, cada um com sua carreira solo. A medida que o tempo foi passando, a gente foi descobrindo que o Preto no Branco estava centralizado mais numa parte dele. Ficamos eu e o baterista, e a gente conseguiu reformatar a mensagem da banda, uma mensagem mais para o cotidiano.

Capa do EP “Segundo Tempo”

Me Gusta: Como surgiu o nome “Preto No Branco”?

Clóvis: O nome Preto No Branco tem um significado que quer dizer, no sentido do dito popular, ‘comigo é Preto no Branco’, falar a verdade, não ter curva para nenhum assunto e musicar esses assuntos pertinentes para a sociedade.

Me Gusta: Como se dá o seu processo de composição?

Clóvis: Das sofrências da vida e das alegrias da vida. De tudo que a gente pode ter experiência de vida e isso vai se tornando informações para que se transform em emoções. A partir daí, a gente consegue extrair dessas emoções, algo artisticamente, concentrando para nossa realidade artística e musical. É mais ou menos das situações da vida, que a gente tira essas experiências. e nós temos a Bíblia que é um livro que mais nos orienta como um manual prático da vida.

Me Gusta: Como foi a escolha de repertório do EP “Segundo Tempo”?

Clóvis: Já tenho um tempobestudado e pesquisado muita coisa para esse momento, que é um período diferente da banda, onde a gente está fazendo o famoso crossover de uma forma mais quente, digamos assim. A gente tem falado fora das fronteiras da nossa comunidade. E a escolha de repertório, cada vez a gente vai compondo mais e a gente já tem uma seleção das músicas que entrariam para o EP, as favoritas. Na medida que a gente foi compondo mais algumas outras, nlas primeiras começaram a serem substituídas e a gente foi tendo a certeza de que as que ficaram para o fim da fila, não eram para esse projeto. Aproveitamos e damos atenção para aquelas que ficaram e todo mundo ficou feliz.

Me Gusta: Como surgiu a parceria com a dupla César Menotti e Fabiano?

Clóvis: César Menotti e Fabiano já tinham uma relação de amizade com Alex, o idealizador do Preto No Branco e quando eu percebi que ele já tinha essa amizade, cogitamos várias pessoas que pudessem participar e eles eram os que faziam mais jus, porque a música já tinha mais apelo meio que pop, ee a gente já resolveu assumir logo que essa canção veio para dar esse recado, com essa roupa. Convidamos eles que toparam demais e a gente ficou muito feliz com a participação e está sendo muito bacana.

Me Gusta: Muitos artistas não gospel curtem o trabalho de vocês. Como você vê isso?

Clóvis: É muito louco. A gente vive no universo que parece uma realidade paralela, mas não é. É a realidade de todo mundo, que tem que pagar a conta, e que está no mesmo Brasil enfrentando tantos problemas preconceituosos e ideias ultrapassadas. E a arte, eu acho que é a única linguagem que faz com que a gente se entenda da mesma forma. E quando a gente começou a perceber alguns artistas que a gente já gostava tanto, curtindo nosso som, Foi aí que a gente começou a se mexer, se organizar mais para poder continuar fazendo música que pudesse ser sem fronteirase pudesse passar mensagem para o maior número de pessoas possível.

Me Gusta: “Ninguém Explica Deus”é sucesso até hoje.!Como foi a inspiração para essa música e em que momento ela apareceu?

Clóvis: Eu tava e aí falando com os amigos aqui em São Paulo, num momento muito bom, trocando idéia, tocando violão e começamos a falar sobre esse papo de vida e morte. E entramos no assunto de teologia e do nada eu falei, ‘quer saber, ninguém explica Deus, porque Deus é uma pessoa muito absurda, não pode caber no conceito humano’. E então alguns amigos falaram ‘isso aí dá uma música’. E foi tão simples. Cheguei em casa e comecei a trabalhar ela. Aconteceu de uma forma tão espontânea, natural.

Me Gusta: Como se deu o dueto com Kivitz na faixa “Se Organize”?

Clóvis: Foi maravilhoso. Ele é um amigo querido de um tempo. Ele é do Rap e a comunidade do Rap Brasileiro tem abraçado ele muito. Ele não faz uma música com mais gente. A gente lançando uma comunidade cristã, mas agora a gente tem feito essa coisa de atravessar os muros. Ele já vinha fazendo sempre além dos muros, então quando eu escrevi a música “Se Organize”, A gente buscou várias referências do Rap Americano, do Hip Hop e logo veio a ideia de ter alguém cantando Rap. O Rap dele caiu como uma luva, porque a ideia dele é muito acertiva, é um discurso muito acertivo. E já que ele fez parte da minha lista de telefone, veio muito a calhar.

Me Gusta: Quais são suas inspirações na música?

Clóvis: Dentro da música geral, Djavan, Caetano Veloso e Gilberto Gil. acho que a partir destes três caras eu consigo definir muito bem as minhas inspirações artísticas. E do Gospel, Kirk Franklin e Mali Music, que é um cara do Gospel também animal que faz som para fora. E um cara que mudou de nome. O nome dele era Tonéx e agora nessa nova fase gosta de ser chamado de BSlade, um cara que foi até massacrado pelos cristãos convencionais por causa da sexualidade dele e ele começou a fazer a diferença por conta disso, mas sempre foi um cara que me inspirou no jeito visceral de cantar, aquela coisa do Gospel Americano.acho que com esses três posso resumir muito bem.

Me Gusta: Como você vê o gospel atualmente?

Clóvis: Vejo o Gospel atualmente como um pré-adolescente. ele já viveu tanta coisa, mas ainda tem muito o que aprender. Ele precisa sair de casa, arrumar um emprego, enfim, e projetar a vida dentro daquilo que sonha. Amadurecer mais. Eu vejo que a música gospel já percorreu um caminho muito significativa no Brasil. A gente tem vários desbravadores, mas tem muito para crescer. A gente comemora que “Ninguém Explica Deus” é a música de maior acesso do mundo inteiro no segmento gospel. A gente comemora, mas ao mesmo tempo a gente fica “poxa, porque só agora?”. A gente já devia estar muito além, então acredito que a forma leve de levar o evangelho, de chamar as pessoas para um diálogo dentro da música vai promover isso e vai fazer com que as pessoas se desarmem mais e vai fazer com que a gente aprenda a não ter mais o discurso chato de prisão religiosa, com qualquer lavagem que seja. Mas a gente vai apresentar uma verdade em que a pessoa vai estar disposta a concordar com o não. Acho que o Preto no Branco traz essa característica de uma música para todos, de uma forma livre e Jesus Clcomo ele sempre foi. Abraçando qualquer pessoa de qualquer costume ou religião.

Me Gusta: O que podemos esperar de Preto no Branco para 2019?

Clóvis: Primeiro sai a música “Com Você Eu Topo” com César Menotti e Fabiano sai também o vídeo da música “O Autor” com Marcos Almeida, que é uma grande referência para gente de fazer música sem fronteira e também um grande amigo. A gente pensa em fazer o máximo de ‘feats’ possível e chamar artistas que a gente admira para perto para fazer música junto. E dependendo de como a gente sentir esse lançamento a gente vai se organizar para o próximo.

Preto No Branco é uma banda que veio para ficar e mostrar que a música gospel é para todos e sem precisar ser quadrada.

Clóvis Pinho é um homem e um artista de muita visão. Foi muito bacana ver a forma como ele vê o mundo e como ele demonstra através de seu olhar, o amor que tem pela sua música e seu trabalho.

Tenho certeza que o grupo vai conseguir tocar o coração, cada vez de mais pessoas. Sua música vai atravessar barreiras. Sucesso!!

Eu com Clovis Pinho após a entrevista

Texto e Entrevista por André Rossanez

Clau – Coletiva de Imprensa

O Portal Me Gusta teve a honra de participar da Coletiva de Imprensa do lançamento de “Vem K”, o segundo EP da Clau.

Muito simpática, Clau nos recebeu com muita animação e brilho nos olhos ao falar do seu novo trabalho e de sua carreira. E você vai ficar por dentro de tudo que ela disse.

Sobre o primeiro single do novo trabalho, “Moreno”, a artista contou que escolheu trabalhá-la primeiro por ser a mais Pop das quatro e também por ser comercial.

Eu quis saber de Clau, como foi a escolha das quatro faixas que estariam no novo projeto. Como ela já tinha várias músicas, foi difícil escolher essas poucas para entrarem no EP. Então tendo em vista um álbum mais Pop, optou pelas músicas que mais se adequavam a este gênero.

Após lançar músicas com parcerias diversas, a artista e sua equipe decidiram lançar músicas sem participações, para poder mostrar a essência da Clau artista e sua personalidade.

Será que a cantora vai lançar um álbum completo com mais faixas? A resposta foi bem clara. O EP é uma boa maneira de poder trabalhar melhor as músicas, por serem poucas e o número aproximado de músicas que se trabalha em um CD cheio. Então no momento os planos é de lançar músicas avulsas e até outro EP.

E do EP, Clau tem uma música favorita, a mais romântica de todas. Segundo ela, “Meia Noite” sempre foi declaradamente a que mais gosta neste trabalho, tanto por sua letra e melodia, como por ser toda romântica. Desde o começo já era certeza que seria uma das quatro faixas.

Clau ficou impressionada como seus fãs, com tão pouco tempo, já conhecem bem suas músicas novas. Vários vídeos foram enviados a ela e neles seus admiradores cantam e dançam suas canções. Ela acha os vídeos emocionantes e divertidos. Assiste todos os que recebe e tenta responder o máximo de pessoas que consegue.

Antes do novo EP, sua última música de trabalho foi “Pouca Pausa” com participação de Cortesia da Casa e Haikaiss. Ela conta que na época escolheu a faixa por a considerar ótima e forte, porém não imaginava que a música seria tão bem recebida pelo público. Novos fãs também foram conquistados com este hit.

E Clau revelou qual é o seu atual grande sonho de parceria. Ninguém mais, ninguém menos do que a poderosa Glória Groove. Ela contou que admira muito o trabalho da Glória e que artisticamente elas tem tudo a ver, começando pela paixão por Rap e Hip Hop. Inclusive ela já está preparando uma música pensando na parceria, da qual já está “mexendo os pauzinhos” para que aconteça.

Em Dezembro Clau ganhou o prêmio de Revelação do Ano no WME Awards, uma premiação específica para cantoras e com votação por mulheres. A artista contou que foi um momento muito emocionante e de realização. Além disso, ficou muito honrada e emocionada ao cantar para Elza Soares durante a premiação. Ela segurou a emoção ao máximo, e então após abraçar Elsa e sair do palco, começou a chorar. Um momento inesquecível.

Eu perguntei para Clau como ela via a Clau cantora no começo, quando assinou com a Universal Music, e a Clau cantora de agora, pós lançamento de seu novo EP. Ela contou que no começo, era aquela mulher que despretensiosamente tinha gravado vídeos para o You Tube, sem imaginar que poderia ser uma profissional. Assinando com a gravadora, pode vivenciar mais o palco e a parte comercial e administrativa da carreira de cantora.

Hoje ela é mais segura de si, conhece melhor a sua voz e tem uma visão ampla da carreira como um todo. Além de ser realizada em poder viver de sua música, fazendo o que mais ama.

Capa do EP “Vem K”

Foi questionado também qual música da carreira dela, mais a definia. Clau foi enfática. Seu primeiro sucesso “Menina de Ouro” a define pela mensagem que passa. A mensagem de nunca desistir e seguir adiante, independente do que os outros pensam de você e dos obstáculos. Também pois esta canção tem o tipo de mensagem positiva que gosta de passar em suas músicas, para todos.

E o que podemos esperar para 2019? Podemos esperar novas músicas, apresentações pelo maior número possível de lugares do Brasil e quem sabe até mesmo mais um EP. Além disso, pelo menos mais um clipe de seu mais recente trabalho vem por aí.

Eu com Clau após a coletiva

Texto e fotos da coletiva por André Rossanez

Coletiva de Imprensa – Felipe Araújo

O Portal Me Gusta teve a honra de participar na sede da Universal Music em São Paulo, da coletiva de imprensa com Felipe Araújo, para o lançamento do DVD ao vivo “Por Inteiro”.

Muito simpático, Felipe nos recebeu de braços abertos para contar um pouco mais sobre o seu novo trabalho. Inclusive revelou novidade boa que vem por aí. E você vai ficar por dentro de tudo o que conversamos.

Fotos: André Rossanez

O repertório do novo DVD é bem variável e aparece no show em blocos que recebem cenários diferentes. Uma parte das canções é bem romântica, uma outra tem músicas de sofrência e bebedeiras para curar a dor de amor e outras mais agitadas.

Felipe Araújo contou também um pouco sobre a escolha das participações especiais. Três participações de estilos variados e diferentes do Sertanejo. Para trazer novos ares, a percussionista e cantora Lan Lan emprestou sua personalidade através da sua percurssão em uma música mais eletrônica. Felipe foi o primeiro cantor sertanejo a gravar com ela. Ele conta que sempre adorou o trabalho da justa e ficou muito feliz entenda nesse momento tão importante.

Léo Santana já é amigo dele de longa data e sempre foi um sonho deles gravar uma canção juntos. Ao mostrar as opções para Léo, o amigo adorou a música “Aerocorpo”, a qual Felipe também adorava. Ela então foi escolhida para trazer o Axé e o Pagode Baiano junto à música sertaneja.

Fotos: André Rossanez

Quando conheceu a faixa “Atrasadinha”, Felipe na hora pensou que ela era perfeita para uma parceria com Ferrugem. Ele sempre foi fã do cantor e teve a felicidade de o conhecer aos o convite.

Eu perguntei para ele, o que mudou no Felipe artista entre o DVD “3 Dois 1” e o DVD novo. O cantor me disse, que hoje é um artista mais consciente de sua carreira e de como a gerenciar e reforçou a importância do apoio da Universal Music nesse processo. Com o novo trabalho, ele conseguiu mostrar mais ainda quem ele é como artista, sua versatilidade e reafirmar sua identidade musical.

No anterior teve só participação de cantores do meio sertanejo. E neste novo projeto, quis trazer cantores de outros estilos para mostrar o que o agrada na música assim como o sertanejo.

Fotos: André Rossanez

Para dar nome ao DVD, foi escolhido o título “Por Inteiro” pelo fato de neste show ele ter mostrado como é sua personalidade e sua musicalidade. Exatamente do jeito que ele é, por inteiro. A escolha de diferentes cenários foi feita para sair da mesmice do cenário fixo e dar mais dinâmica ao show.

Saindo um pouquinho do DVD, eu quis saber como surgiu seu dueto com o latino Joey Montana. Felipe já seguia o trabalho de Joey, que o convidou juntamente ao seu empresário para gravarem juntos. Para ele foi muito bacana conhecer o cantor, que foi muito gente boa. Eles inclusive ainda pretendem fazer outras coisas juntos.

Fotos: André Rossanez

Lembra que eu disse, Felipe Araújo revelou uma novidade? Pois bem. Ele adiantou que em breve a música “Atrasadinha”, vai ganhar uma versão em espanhol ao estilo Reggaeton. E o melhor, será em parceria com um cantor latino, bem conhecido e talentoso. Porém ainda não pode adiantar quem é este artista.

No fim da coletiva, Felipe Araújo contou que está muito feliz com o resultado do novo projeto e com a receptividade de todos os seus fãs. Seu público se identificou bastante com as canções e já tem as suas favoritas.

Capa de “Por Inteiro”

Sobre o relacionamento com os fãs, contou que faz o possível para dar toda atenção que pode à eles e ser o próximo possível. Ele quer retribuir da melhor forma o carinho que recebe. Afirma que é muito bonito ver tantos esforços dos fãs para poderem assistir shows, tirar fotos e falar com ele. Ele é muito grato e ama seu publico.

Texto por André Rossanez

Eu (André) com Felipe Araújo após a coletiva

Me Gusta Entrevista : Manaia

Entrevista e Texto por André Rossanez

O Portal Me Gusta teve a honra de conversar em São Paulo com Manaia, uma cantora de voz linda e única e com uma personalidade forte e ao mesmo tempo encantadora.

Foi recebido por ela com muita atenção e carinho de braços abertos, com muita energia boa. Inclusive, descobrimos um gosto em comum quando peguei o meu caderno. Falo do série japonesa Cavaleiros do Zodíaco, capa de meu caderno. claro que antes de começar a entrevista falando sobre esta paixão em comum.

Mas podem ficar tranquilos que aqui vamos falar de música e não de anime (desenho japonês). Falamos de carreira e música em um papo muito gostoso. E você vai ficar por dentro de tudo que conversamos.

Música

A música apareceu na vida de Manaia quando ela tinha seis anos. Sua irmã havia ganhado um teclado porém não teve interesse em aprender. Foi então que artista Aproveitou a deixa e começou a ter aulas.

Ela sempre se interessou pelos musicais, que quase não aconteciam no nosso país. Prestava atenção na maneira como as cantoras projetavam a voz neles . Ela participou também por anos de coral e aprendeu a tocar violão e percussão.

Composição

Perguntei a maneira como se dá o seu processo de composição. Ela me contou que há mais de uma forma.

Seu jeito favorito de escrever música é após observar fotos. Elas fazem a artista lembrar de situações, momentos que está vivendo e sentimentos que servem de inspiração.

outras vezes ela primeiro escreve um arranjo e depois a letra. As músicas também podem aparecer a princípio como poesias ou através de melodias que ganham letras.

Manaia

O nome artístico Manaia veio da tribo Maoni. Segundo a lenda dessa tribo, Manaia é um anjo guardião. Perguntei para a cantora como ela chegou em seu nome de artista.

O anjo, segundo a tradição, tem o corpo de homem, uma cauda de peixe e asas de um pássaro. Portanto ele alcança céu, terra e mar. A cor verde (Jade), a qual adora, representa a tribo. Todos esses elementos, vem de encontro ao estilo artístico da cantora.

A artista tem toda essa versatilidade e a capacidade de sempre se reerguer e se reinventar. E assim o nome Manaia foi adotado.

“Baby”

Não podemos deixar de falar do seu single “Baby” e seu vídeo.

A inspiração para a sua composição foi a época em que Manaia resolveu deixar para trás o trabalho no campo corporativo e começar a se dedicar à música.

Fala em sair da sua zona de conforto e mesmo com incerteza se dedicar ao que acredita, independente do que as pessoas acham e impõem a você.

Também está presente na música o fato de você ter coragem de ser você mesmo sem temer o que virá.

Sobre o clipe, a cantora em reunião ouviu várias ideias porém não gostou de nenhuma delas. Ela então pensou em todo o figurino e na ideia de ter uma gaiola, da qual a partir dela se desenvolveria toda a trama.

Eles resolveram filmar em um galpão onde ela estaria presa a correntes, lutando para sair daquela prisão. uma metáfora que reflete a vontade de ser livre e de se livrar de toda amarra que a sociedade impõe.

Manaia conta que foram 5 horas de gravação onde ela teve de aguentar 60 kg de correntes. Foi uma prova de fogo. Ela realmente teve a sensação de quem que ia sair daqui o mais rápido possível. Isso refletiu e muito no clipe que ganhou o maior vivacidade e realidade.

Boderline

Para quem não sabe a cantora possui a Síndrome de Borderline e sobre como ela influencia o seu trabalho e sua composição, a cantora foi enfática.

Como a síndrome potencializa suas emoções, sua criatividade fica mais aflorada e como ela sente muito suas emoções, fazer músicas fica mais fácil. Pois compondo é mais simples colocar seus sentimentos para fora, além de dar calma a ela.

Boston

Manaia estudou canto e música em Boston no College Of Mais. Para ela foi uma experiência enriquecedora conviver com tantos músicos.

A cada esquina da cidade tinha alguém tocando e fazendo música. Ela teve contato com o baixo e o tchelo e também pode aprender técnicas para cantar melhor R&B. Ela aprendeu muito e pode ampliar mais a sua musicalidade, além do pop.

Influências

As influências da cantora na música são diversas. Ela é muito fã da cantora Pink e contou que se fizesse um dueto com ela “tava feita”. Ela também curte cantoras como Lana del Rey, Britney Spears e Sia. Ela sempre gostou de Pop.

O Rock é outro estilo que a inspira muito. Evanescence é uma das suas bandas favoritas e ela admira muito a maneira em que a vocalista Amy Lee canta. Muse e Adele também são grandes influências.

A artista também ouve Sertanejo, que inclusive sua estrutura melódica foi inspiração para a música “Medo”, seu novo single.

Empoderamento

Sobre o empoderamento feminino, Manaia disse isso se intensificou “antes tarde do que nunca” e que é algo que tinha que acontecer.

Para ela, é de grande importância a união entre as mulheres. A história de cada uma e o que cada uma passou servem para dar mais força a todas as mulheres.

A união das mulheres, reforça nelas o fato de que o que cada uma sofreu e suas consequências as fizeram mais forte o que elas podem fazer e conseguir tudo o que quiserem.

É muito importante mostrar o poder das mulheres e que elas não são o sexo frágil.

Futuro

A cantora que acaba de lançar o single “Medo”, vai começar sua agenda de shows e lançar mais singles, para poder lançar um EP. E em 2019, vai gravar o seu álbum.

Seu novo trabalho será bastante eclético, uma vez que ela ouve de tudo um pouco, desde Rock e Pop até Sertanejo.

Manaia é uma cantora de personalidade e com letras que com certeza vai indpirar muitas e muitas pessoas. É lindo ver o amor com que ela fala sobre música e sua carreira.

Uma artista intensa e muito talentosa. Que em 2019 ela possa levar cada vez mais longe a sua música, sua voz, seu carisma e seu talento.

Eu com Manaia após a entrevista

Me Gusta Entrevista : Mariana Fagundes

Nesta Terça, dia 25, o Portal Me Gusta teve o privilégio de entrevistar uma das maiores cantoras do sertanejo atual, Mariana Fagundes na sede da Universal Music em São Paulo.

Fui recebido por ela de braços abertos com muita simpatia e carinho. Um daqueles abraços que você sente na hora que é de verdade e caloroso. Nós conversamos sobre carreira, música e claro, o novo single “Simbora Beber”. Saiba tudo que conversamos e conheça um pouco mais desta artista, da qual você vai se apaixonar.

Amor Pela Música

A música surgiu de forma bem natural e espontânea na vida de Mariana. Sua família é muito musical e além disso, ela teve contato com a arte circense.

A mãe de Mariana já percebia o talento da filha para cantar quando ela era ainda muito pequena e cantava músicas de ninar.

No Mato Grosso do Sul, onde ela cresceu, a música tinha um espaço enorme, e desde pequena começou a cantar em eventos, até que mais tarde participou de uma banda baile que trouxe muita bagagem musical por cantar diversos estilos e muitas vezes atender pedidos de músicas que não estavam programadas.

A cantora é muito feliz em ter nascido em uma família com muitos talentos e cheia de cantores e compositores. Além de muito orgulhosa de ter a inspiração do seu tio Vicente Dias, compositor de muitos sucessos da música brasileira.

A certeza em seguir a música sertaneja foi decorrente de sua participação no quadro “Tem um cantor sertanejo lá em casa” do programa da Eliana.

Composição

Seu processo de composição acontece de forma bem natural. Às vezes a música surge meio que do nada e até em momentos do dia-a-dia comuns como arrumar a cozinha. Sua maior inspiração é nos momentos em que está feliz.

Banda Baile e Programas De TV

Ter participado de uma banda baile foi muito enriquecedor na vida e carreira de Mariana Fagundes.

Assim como qualquer cantor ela pôde conhecer mais sua voz e ter um maior contato com o seu público, que inclusive pedia músicas, o que era um grande desafio, assim como ficar horas e horas em pé.

Ela se tornou também mais espontânea no palco e teve maior percepção de como conduzir melhor o seu próprio show.

Mariana participou no começo de carreira de programas de apresentadores queridos pelo público como Raul Gil, Eliana e Rodrigo Faro. Segundo ela, era muito bacana e as primeiras vezes davam muito medo, causado por sua inexperiência. Ela também conheceu melhor o universo da televisão e como funciona.

Foto: Divulgação

Renato Teixeira

Mariana Fagundes gravou dueto da música “Vagalume” com o gigante do sertanejo, Renato Teixeira. E claro não podíamos deixar de falar sobre a realização deste sonho.

Para a cantora parecer inacreditável e quando começou a gravar com ele começou a chorar de tanta emoção. Conta que Renato é uma aula, com quem aprendeu muito e teve o privilégio de tornar-se amiga.

Ela me contou que gravar com ele foi uma grande responsabilidade, por ele ser um artista de tamanha relevância e talento, uma oportunidade única. A música gravada é uma composição dos primos de Mariana e foi muito gratificante emocionante poder representar sua família naquele momento tão importante.

“Simbora Beber”

O novo single “Simbora Beber” foi o escolhido para apresentar o seu trabalho para quem ainda não conhecia, a nível nacional, por ser contagiante e de grande identificação.

Gravar o clipe da canção foi muito divertido e deu muito frio na barriga por mesmo sem ser atriz ter o desafio de atuar pela primeira vez. Ela teve coragem e deu o seu melhor, mergulhando de cabeça naquele momento tão único.

Foram muitas horas de gravação e dedicação e ela teve de tomar muita água, uma vez que dentro dos copos usados não poderia ter álcool. Ter a participação de Lorena Improta, que acreditava demais em seu trabalho a ajudou muito. Foi também um prazer gravar com Karla Alcântara, de quem é muito fã. Foi uma gravação muito alto astral.

Mulheres No Sertanejo

Por muito tempo a mulherada tinha muita dificuldade por estar no meio cheio de duplas masculinas. Roberta Miranda e Inezita Barroso, foram as primeiras a quebrar os estereótipos e artistas como Marília Mendonça e Simone e Simaria começaram a dar continuidade nisso.

Para Mariana, os maiores fatores que contribuíram para o sucesso das mulheres, foram a qualidade das músicas e o fato delas falarem o que as mulheres queriam ouvir. Através das vozes femininas, foi possível expressar a força das mulheres e que elas podem fazer tudo o que desejam e que têm os mesmos direitos dos homens.

Foto: Facebook Oficial de Mariana Fagundes

Inspiração e Projetos

Eu quis saber quais eram as maiores inspirações de Mariana Fagundes na música. Dentro do Sertanejo a cantora gosta muito do trabalho de Marília Mendonça, Luan Santana, Jorge e Mateus e Henrique e Juliano. Por ser uma artista completa, a sua maior inspiração é o fenômeno Ivete Sangalo, de quem é fã desde menina.

O próximo passo da carreira é a divulgação do novo EP e junto com a Universal Music poder traçar as estratégias para potencializar a divulgação, os shows e novos lançamentos. Há também o desejo de gravar um DVD e um CD, o que ainda está em aberto.

Nos shows de Mariana, podemos esperar muita energia de uma cantora que não se intimida e se joga com o povo. Um show “massa”, alegre, para cima com uma outra música romântica apenas.

Foto: Facebook Oficial de Mariana Fagundes

Redes Sociais

Perguntei para a Mariana qual a importância das redes sociais para sua carreira.

Ela conta que através das redes pode mostrar quem ela realmente é, e não só apenas como cantora, mostrando o seu dia a dia, o que a aproxima mais das pessoas. É um meio muito rápido de divulgação e de troca entre fã e artista.

Novos Artistas

E qual a dica de Mariana Fagundes para os cantores que estão começando agora?

Mariana diz “não desista, vai em frente”. Reconhecimento chega com o tempo e trabalho, que deve ser feito com muito amor para dar o melhor de si e com muita fé em Deus.

Foto: Facebook Oficial de Mariana Fagundes

Foi muito bacana conversar com Mariana. Uma artista muito talentosa que compõe e canta como ninguém. Antes da entrevista em uma sala, sem a ver, ouvi ela cantar ao gravar um vídeo pra imprensa. Que voz linda e potente, além de limpa e afinada. Eu literalmente fiquei arrepiado ao ouvir. Fazia tempo que não me sentia assim. Emocionante.

Durante nosso papo, Mariana Fagundes mostrou muito brilho nos olhos ao falar de sua trajetória e de música. Sua paixão pelo que faz, nos inspira e nos faz acreditar que nossos sonhos podem se realizar.

Além disso me senti muito acolhido com sua simpatia e seu abraço. Aquele abraço de verdade. Além de muito interativa durante a entrevista.

Com certeza é uma das melhores cantoras, não só de sertanejo, mas também do Brasil. Muito sucesso e coisas boas ainda estão por vir.

Texto e Entrevista por André Rossanez

Eu com Mariana Fagundes após a entrevista

Melim – Lançamento do CD

Na Quarta, dia 13, o Portal Me Gusta teve a alegria de prestigiar na sede da Universal Music em São Paulo, o lançamento do primeiro álbum do Melim. Mais uma vez fui recebido por eles com muito carinho e muito brilho em cada olhar. Sabe quando te abraçam de verdade?

Fizemos uma roda de conversa com os irmãos que vem conquistando cada vez mais o país. Junto comigo nesta entrevista coletiva, estavam o Vi si Coruja, o Se Joga, o Pop Now e Garota Agridoce. Fizemos rodadas, onde cada um fez sua pergunta. Foi um papo muito gostoso qie depois foi seguido pelo pocket show do Melim para convidados. Você vai ficar por dentro de tudo que falamos e do que rolou neste dia tão especial.

A Entrevista

Questionados sobre o trabalho entre irmãos, o Melim nos contou que o desafio é medir a intimidade entre eles para que não atrapalhe no lado profissional. Quando somos íntimos de alguém, a gente tem muita liberdade, inclusive na maneira de falar, sem ligar pro modo como serão feitas as coisas. As vezes eles tem que medir como falam e o que falam. O bom de trabalharem juntos é que eles sabem que podem falar tudo, que o outro vai entender, vai saber que é pro bem. Não tem a quela coisa de falar sem saber se o outro reagirá bem.

Sobre o novo disco, os irmãos revelaram que a escolha do repertório foi perfeita, nenhuma das músicas podiam ficar de fora. Foram escolhidas as que mais se encaixavam na good vibes, característica do grupo.

Assim como cada fã, o Melim também tem sua música do álbum mais queridinha. E são duas. “Meu Abrigo” que foi escolhida como primeira música de trabalho logo de cara e o mais novo single “Ouvi Dizer”.

Sobre a mais romântica do disco, “Dois Corações”, Rodrigo revelou que ela,foi escrita para sua namorada e que quando ele cantou pra ela pela primeira vez, se emocionou tanto que chorava muito e quase não conseguiu terminar de cantar.

Ao escutar o álbum pela primeira vez, eu fiquei imaginando a “Maju”, protagonista da música com o nome dela. Eu então perguntei quem era a musa da faixa. Gabi me contou que ela é uma junção de muitas mulheres, aquelas batalhadoras que bancam suas atitudes e convicções, de fibra, independente.

Uma curiosidade que sempre eu tive foi de saber como os meninos faziam a divisão das vozes nas canções. Cada música isso acontece de uma maneira. Às vezes quem mais gosta da música ganha a maior parte, quando acham que determinada parte combina mais com uma voz feminina é a vez de Gabi, etc.

O processo de composição dos cantores não tem uma regra. Às vezes a melodia vem antes da letra, outras a letra vem antes e além de terem composições em conjunto, algumas são feitas individuais. Em alguns casos eles percebem que duas músicas que foram começadas e os três não terminaram, podem ser juntadas e se transformarem em uma única.

Sobre compor para outros artistas, o Melim se sente extremamente realizado. Sobre parcerias Rodrigo sonha em cantar com Ivete Sangalo, Gabi adoraria um dueto com Natiruts e Diogo acharei incrível dividir o palco com Sandy.

O Pocket Show

Após nosso delicioso bate-papo fomos presenteados com animado e emocionante pocket show que reuniu amigos, imprensa e a família Universal Music.

“Meu Abrigo” iniciou a apresentação com muita emoção, visível no rosto dos irmãos e contagiando e levantando a plateia.

A aclamada “Ouvi Dizer” foi cantada por todo mundo que tinha na ponta da língua a letra e o mais bacana, mais adiante na apresentação do trio, descobrimos juntos a eles que o clipe da faixa atingiu um milhão de views no You Tube.

A fofura tomou conta da sede da gravadora com “Avião De Papel” e o amor encheu os nossos corações com a linda “Dois Corações”, que particularmente me emocionou quando percebi a emoção de Rodrigo ao cantá-la.

Representando as mulheres Maju levantou a galera assim como confusão uma das queridinhas do público e Como não amar “Hipnotizar” e a amável “Apê”? Só sei que Melim mais do que conquistar um apê, conquistou uma mansão em nossos corações.

Assim ganhamos o Bis com “Meu Abrigo” e para comemorar a popularidade no You Tube, “Ouvi Dizer”. Nesta última os três foram passando entre o público, cantando com olho no olho e Rodrigo fez um lindo gesto, o de estender o microfone para cantarmos com ele. Deixei a vergonha de lado nesse momento e cantei com muita alegria. Confesso que foi mágico e emocionante.

Foi a coisa mais linda ver três jovens fazendo o que mais amam, com tanto amor e entrega. Além de talento e afinação, Gabi, Diogo e Rodrigo são sensíveis amorosos e acolhedores com seu público. E suas músicas são incríveis tanto em letra como em arranjos e melodias.

Melim já é sucesso. Certamente vai estourar no país inteiro, conquistarão cada vez mais fãs e nos darão mais e mais canções lindas e cheias de good vibes.

Eu com Melim antes da entrevista

Texto e Fotos de André Rossanez