Sirope

O mais recente álbum em estúdio de Alejandro Sanz é seu décimo primeiro álbum e trás uma sonoridade bem variada e mais pop que o habitual, como um novo horizonte em sua carreira. ‘Sirope’ foi produzido pelo próprio Alejandro junto a seu parceiro, o famoso produtor argentino Sebástian Kris que já trabalhou com Sandy e Junior, Ricky Martin, Luis Fonsi e Eros Ramazotti. O trabalho foi lançado pela Universal Music em 2015 e contém 13 faixas. Mas o que significa ‘Sirope’? Segundo o artista, é como um xarope que te adoça e ao mesmo tempo te cura.

A primeira faixa, ‘A Mí No Me Importa’ de cara já nos mostra a vibe do disco trazendo muito gingado e uma letra animada, uma mistura que nos leva a esquecer de todo o resto e nos anima, nos dando um gás. ‘Capitán Tapón’ é outra música bem divertida que fala de um mundo lúdico, que só uma criança nos dá ao convivermos com ela. Com muitas referências que marcam a infância de muitas pessoas no mundo todo, bem como a risada de uma pequena criança se divertindo. Claro, a canção foi composta pelo cantor para Dylan, seu filho pequeno. Uma linda homenagem que com certeza o pequeno nunca vai esquecer.

O romantismo não podia ser deixado de lado, como na canção ‘Pero Tú’ que fala sobre um amor que nos faz amenizar as tristezas e nos faz sentirmos mais confiantes. ‘La Guarida Del Calor’ é outra grata surpresa deste disco, com uma pegada bem pop com uma percussão bem marcada e que nos empolga de tal forma que não conseguimos ficar parados e que quando terminamos de ouvir nos dá um gosto de quero mais.

O primeiro single ‘Un Zombie A La Interperie’ que com um título ousado e divertido que fala sobre amar alguém de uma forma intensa onde se confunde a loucura com a ousadia e que nos leva a fazer de tudo para proteger quem amamos, mesmo que se tenha que usar todas suas forças e não se deixar abater pelas intempéries da vida. O toque latino e de flamenco de costume, para nossa alegria, foi também usado neste projeto na música ‘No Madura El Coco’ que fala sobre alguém que nos faz deixar de lado a razão, como se tivesse um tipo de feitiço, mesmo que depois nos deixe cicatrizes. Nesta vemos bem marcados, mais uma vez, os instrumentos de percussão, algo que acontece durante grande parte do disco, sendo como uma marca registrada. Marca presente e muito em ‘La Vida Que Respira’ que também tem um swing bem gostoso e envolvente e trás o som de uma guitarra bem de leve, porém marcante.

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Um dos cantores latinos mais famosos e prestigiados do mundo, o dominicano Juan Luis Guerra empresta todo seu talento e sua musicalidade para o tema ‘Suena La Pelota’, um dos mais divertidos de todo o álbum e que é sobre sentir felicidade nas pequenas coisas e a compartilhar ao próximo. Outro destaque é ‘A Que No Me Dejas’, com umas das letras mais lindas que Sanz já escreveu até hoje e também uma das mais queridas pelos fãs. Seu arranjo é de arrepiar e totalmente latino, nos remetendo a música tradicional de países da América latina com muita trombeta e seu som particular e belo.

Sem dúvidas este é um dos melhores CDs da carreira de Alejandro Sanz. Sem perder em nada sua personalidade, o cantor e autor espanhol se jogou em novas sonoridades e trouxe um trabalho um pouco mais pop que os anteriores com uma mescla com o Rock, o Funk e claro o Flamenco. E ainda vemos influências da música afroamericana e de jams sessions na faixa ‘El Silencio De Los Cuervos’. Este é um disco para se ouvir muitas e muitas vezes e ideal para nos desestressar, relaxar e esquecer os problemas pelo menos por alguns bons minutos.

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